Os preços de alimentação e bebidas registraram o segundo mês seguido de deflação em agosto, com queda de 0,57%, pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo -15 (IPCA-15), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em julho, o recuo tinha sido de 0,66%.
Com isso, foram o grupo que exerceu a terceira maior pressão negativa sobre o IPCA-15 de agosto (-0,12 ponto percentual).
O maior impacto veio de habitação (-0,22 ponto percentual), com queda de 1,41% por causa de energia elétrica (-6,25%), em função da incorporação do bônus de Itaipu.
Em seguida, veio transportes, com recuo de 1% (impacto de -0,20 ponto percentual).
Na alimentação no domicílio, a queda de preços foi mais intensa (-0,97%), com destaque para as baixas de tomate (-27,38%), batata-inglesa (-25,14%), cenoura (-17,05%) e do café moído (-2,31%).
No lado das altas, destacam-se o leite longa vida (3,41%) e as frutas (3,11%).
A alimentação fora do domicílio saiu de uma alta de 0,55% em julho para 0,42% em agosto.
O lanche subiu 0,75%, acima do 0,30% de julho, enquanto a refeição desacelerou de 0,66% em julho para 0,25% em agosto.
No resultado acumulado em 12 meses até agosto, os preços de alimentação e bebidas avançam 3,62%.
Nesta base de comparação, há diferença significativa na variação dos subgrupos: a alimentação no domicílio subiu 2,68% enquanto a alimentação fora do aumentou 5,99%.
