Alimentos com larvas e mosquitos: às vésperas da Semana Santa, fiscais descartam 14 quilos de alimentos impróprios no Cadeg
Na semana que antecede a Semana Santa, período de alta procura por pescados, a Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (Sedcon) e o Procon-RJ intensificaram a fiscalização em pontos de venda no estado. Na última quinta-feira (25), agentes estiveram no Mercado Municipal do Rio (Cadeg), em Benfica, na Zona Norte, onde descartaram mais de 14 quilos de alimentos impróprios para consumo.
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Os produtos estavam mal armazenados ou sem informações sobre data de manipulação e validade. Entre as irregularidades encontradas havia azeitonas com presença de larvas e mosquitos, o que indica falhas graves nas condições de higiene, frisam os agentes.
A fiscalização também identificou problemas em oito estabelecimentos, onde os pescados estavam expostos sem barreiras de proteção, permitindo o contato direto dos consumidores com os alimentos. Segundo a pasta, a prática aumenta o risco de contaminação.
As ações fazem parte de uma operação preventiva iniciada no início da semana. Na segunda-feira, equipes da Sedcon e do Procon-RJ também estiveram no Mercado de Peixes São Pedro, em Niterói, onde seis estabelecimentos foram notificados pela ausência de proteção adequada nos produtos e orientados a fazer ajustes imediatos.
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Segundo o secretário estadual de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca, o objetivo é evitar que alimentos impróprios cheguem à mesa da população em um dos períodos de maior consumo de pescados no ano.
— Estamos falando de saúde e segurança. Alimento não pode oferecer risco ao consumidor. Intensificamos as fiscalizações justamente para evitar que produtos impróprios cheguem à mesa da população — afirmou.
O órgão também orienta que consumidores observem as condições de armazenamento e higiene dos estabelecimentos antes de comprar. Em caso de irregularidades, a recomendação é denunciar aos canais oficiais.
Em nota, o Cadeg afirma que atua como um condomínio que reúne lojas e restaurantes. Dessa forma, a gestão operacional e a responsabilidade por manipulação, armazenamento e comercialização de alimentos cabem, exclusivamente, a cada lojista. Além disso, reforça que a maioria dos estabelecimentos atua em conformidade com as boas práticas de higiene e segurança alimentar.
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