Alimentação do pet: veja a diferença entre comida natural e ração

 

Fonte: Bandeira



Na hora de definir como será a alimentação dos pets, os tutores redobram os cuidados para oferecer uma dieta balanceada, que é muito importante para a saúde dos animais, influenciando desde o brilho do pelo até mecanismos cardiovasculares e imunológicos dos bichos. Mas sempre pinta uma dúvida sobre qual é a melhor opção: comidas naturais, que estão em alta, ou a tradicional ração? Segundo a veterinária Joice Vasques, as duas são boas, desde que acompanhadas por especialistas e usando produtos de qualidade.

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— A ração é adequada, balanceada, com as quantidades exatas. Em contrapartida, a alimentação natural tem que ser acompanhada por veterinário nutrólogo para acertar as quantidades necessárias para o animal. Mas, em questão de palatabilidade, a alimentação natural é muito melhor. O cão fica animado em comer — diz Joice, que é pós-graduanda de Oncologia Veterinária pela Universidade Federal do Agreste Pernambucano.

A escolha deve ser feita com base em fatores que vão além da nutrição. É preciso levar em conta também questões como a saúde do pet e a disponibilidade dos tutores. No caso de quem decidir oferecer uma alimentação natural, é fundamental saber que ela é diferente da comida caseira, quando os tutores dão sobras da última refeição que fizeram para o pet. A comida natural envolve o preparo de alimentos exclusivos para o animal de estimação e tem entre os seus benefícios o fato de ter mais água.

— O principal fator da refeição natural é a felicidade do cachorro, a aceitação da comida tanto para ele quanto para o dono, que o vê feliz — acrescenta a veterinária.

O cardápio vai desde ovos, vísceras e carnes até legumes e ingredientes pouco processados, que podem ser cozidos ou crus. Tudo dependerá da dieta prescrita pelo veterinário. Os cachorros, por exemplo, são onívoros, enquanto os gatos, carnívoros. Já a ração tem a praticidade como principal ponto positivo.

— É um alimento que dura bastante tempo, tem a validade mais longa. Não precisa ser congelado ou guardado em geladeira, só é necessário ambiente fresco. Se for viajar, você consegue transportar — afirma Joice.

Com moderação

O sal não está proibido na alimentação dos cães, mas deve ser usado com moderação. Seus eletrólitos (minerais com funções importantes no corpo) são nutrientes relevantes para o organismo. Porém, o exagero pode ser fatal.

Ovos

Na alimentação natural dos cães, os ovos — tanto de galinha quanto de codorna — são uma ótima pedida. Além de prevenirem doenças crônicas e anemia, eles tornam o pelo do cachorro mais saudável e brilhante e ajudam na saúde óssea. Pode ser oferecido cru ou cozido ao animal.

Peixe

Outra boa opção para a alimentação natural dos cães é a carne de peixe — crua ou grelhada.

— É um alimento cardioprotetor, ou seja, protege de doenças cardiológicas, além de ter benefícios para os rins e ser antioxidante — diz Joice Vasques.

Mas é preciso ter cuidado com a espinha do peixe, que pode engasgar os cachorros.

Carne

As proteínas animais são a base da alimentação dos cães. E a carne pode ser consumida de diferentes formas, entre elas crua. No caso do frango, o consumo em excesso pode causar alergia na pele do pet.

Legumes

A beterraba é um dos legumes mais indicados, seguida da abobrinha. Já a cenoura pode desencadear alergias em cachorros.