Aliados próximos e integrantes da equipe jurídica do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato derrotado à Presidência, disseram nesta terça-feira (27) não conseguir contato com ele. As tentativas começaram nas primeiras horas da manhã, depois de notícias sobre uma possível saída do senador do país.
As informações são da coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles. Segundo a coluna, até as 9h30 aliados e advogados ouvidos não haviam conseguido falar com Flávio.
Entre os procurados estavam um advogado da campanha presidencial e o publicitário Marcello Lopes, o “Marcellão”, aliado do senador. Ambos relataram dificuldade de comunicação.
Os últimos contatos bem-sucedidos teriam ocorrido na segunda-feira (26). O próprio Metrópoles ligou e enviou mensagens ao senador, que não atendeu nem respondeu.
O portal argentino Infobae publicou de madrugada que Flávio teria deixado o Brasil pela fronteira com a Argentina. A informação não foi confirmada.
Os relatos reunidos pela coluna não permitem concluir que o senador saiu do país, e a falta de resposta não comprova fuga. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha presidencial, negou por volta das 7h30 que Flávio tivesse deixado o país.
Questionado depois se havia conseguido contato com o senador após as notícias, Marinho não respondeu especificamente. Não houve declaração da defesa nem da campanha de Flávio além da negativa de Marinho.
Na segunda-feira, Flávio afirmou ter sido intimado a entregar seus passaportes por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) e disse que “nunca” pensou em sair do país. Nesta terça, a Polícia Federal acionou autoridades argentinas para verificar se ele deixou o Brasil por um aeroporto do país vizinho.
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