Aliados de Pacheco e Cleitinho cobram posicionamento sobre disputa pelo governo de Minas
Em meio à indefinição de alguns dos principais candidatos cotados para concorrer ao governo de Minas Gerais, aliados dos senadores Rodrigo Pacheco (PSB-MG) e Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) têm cobrado a posição dos dois e de seus aliados em relação à eleição deste ano. Mesmo após terem os nomes testados nas pesquisas de intenção de voto, como na Genial/Quaest divulgada na semana passada, e desempenharem acima de parte dos adversários, os dois ainda não afirmam publicamente se serão candidatos.
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Do lado da esquerda, a cobrança de uma resposta veio neste final de semana da ex-prefeita de Contagem e pré-candidata ao Senado, Marília Campos (PT), que publicou um vídeo nas redes sociais pedindo para que Pacheco concorra ao governo e resolva os problemas do estado, como a dívida com a União.
— Rodrigo Pacheco precisa vir como pré-candidato ao governo de Minas Gerais, porque o estado precisa ser reconstruído. Nós precisamos de líderes com a experiência, com o compromisso, com a capacidade de diálogo e de articulação que o Rodrigo tem, por exemplo, com o Senado, a Câmara dos Deputados, Assembleia Legislativa, os prefeitos, servidores e com o povo em geral — disse Marília. — Veja bem, Rodrigo. Em 2026, Minas Gerais entrou com R$ 11,2 bilhões de déficit e você sabe desse problema, porque você foi autor da legislação que possibilitou que a nossa dívida tivesse um alívio.
Na semana passada, na sequência da rejeição à indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF), aliados de Pacheco relataram que ele não teria mais interesse na vaga na Corte, apesar de ser visto como o favorito do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Depois que o nome do AGU foi negado pelo Senado, aliados do governo passaram a manifestar desconfiança sobre a atuação dos dois senadores pelo placar negativo para o Planalto.
Interlocutores de Pacheco, no entanto, afirmam que agora ele está concentrado em viabilizar a construção de alianças para analisar se disputará ou não o governo estadual. Na Quaest da semana passada, ele apareceu em terceiro lugar, com 8% das intenções de voto, atrás do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) e de Cleitinho, que pontuou 30% e ficou em primeiro lugar.
Mesmo depois de aparecer na liderança, o senador relatou ao GLOBO que ainda decidirá se sairá candidato e disse que ainda precisará resolver questões pessoais antes de bater o martelo. Uma delas diz respeito ao ex-prefeito de Divinópolis e seu irmão gêmeo, Gleidson Azevedo, que migrou recentemente do Novo para o Republicanos para concorrer ao Senado. Antes, porém, ele chegou a ser considerado como opção para a vice do atual governador do estado, Mateus Simões, que buscará a reeleição como o sucessor do ex-governador Romeu Zema (Novo).
Em apoio ao irmão, Gleidson publicou um vídeo no último sábado cobrando uma união da direita pela candidatura de Cleitinho.
— O que eu estou ouvindo é que a direita não quer apoiar o Cleitinho, que quer lançar candidatura própria ou apoiar um nome que está lá embaixo. Não pode — disse Gleidson. — Cleitinho já demonstrou apoio ao [senador e pré-candidato ao Planalto] Flávio Bolsonaro. Tem uns da direita que não estão nem falando nada.
Na gravação, o ex-prefeito fez referência ao posicionamento do PL no estado, que estuda lançar a candidatura própria de Flávio Roscoe, ex-presidente da Federação das Indústrias de Minas (Fiemg), ou apoiar Simões. Na última Quaest, eles registraram 2% e 4% das intenções de voto, respectivamente.
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