Aliados de Flávio criticam gestão de crise e aguardam Datafolha para medir impacto eleitoral
Parlamentares ligados à direita e integrantes do PL têm criticado reservadamente a condução da crise envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e avaliam que ainda é cedo para calcular o impacto eleitoral do episódio envolvendo o Master. Nos bastidores, aliados afirmam que o “estrago político” começará a ser medido a partir da pesquisa Datafolha prevista para ser divulgada na tarde deste sábado.
Segundo fontes ouvidas pela coluna, o principal incômodo é a desorganização dos discursos e a falta de alinhamento na comunicação. Um parlamentar ligado ao partido afirmou ter gravado um vídeo em apoio a Flávio, mas decidiu não publicar diante das mudanças constantes de posicionamento. “Avisei [a Flávio] que o discurso precisava ser mais alinhado. Ele só respondeu que não tem ligação com o Vorcaro”, relatou.
Aliados dizem que o partido vai monitorar o resultado das próximas pesquisas antes de qualquer movimentação mais ampla. Apesar das turbulências, a avaliação interna é de que não há discussão sobre a substituição da candidatura. “Michelle não é opção. A campanha não vai andar para trás”, resumiu um interlocutor próximo do senador.
Nos bastidores, também há desconforto com a tentativa de manter agendas públicas em meio à crise. Uma fonte ouvida pela CBN durante o evento de lançamento da pré-candidatura de Guilherme Derrite (PP) ao Senado classificou como “erro” a realização de eventos para transmitir normalidade neste momento.
Mesmo com o desgaste, integrantes do partido afirmam que a candidatura do presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, André do Prado, ao Senado segue mantida e continua sendo tratada como prioridade do PL em São Paulo, embora reconheçam que o nome ainda precisa ganhar mais tração política.
A expectativa dentro da chapa é de que Flávio intensifique agendas com empresários paulistas a partir de junho, em uma tentativa de reorganizar pontes políticas e econômicas no estado.
