Aliados da Ucrânia prometem apoio significativo na cúpula da Otan
Os países europeus da Otan e o Canadá se comprometerão a entregar à Ucrânia 70 bilhões de euros (413 bilhões de reais) em ajuda militar tanto neste ano quanto no próximo, na cúpula da aliança militar que será realizada na semana que vem em Ancara, Turquia, informaram diplomatas nesta sexta-feira (3).
A promessa — que será registrada na declaração final da cúpula — inclui 30 bilhões de euros por ano (177 bilhões de reais) provenientes de um empréstimo da União Europeia e de recursos já comprometidos por países individualmente, apontaram os diplomatas.
A medida, em grande parte simbólica, pretende mostrar ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que os membros da Otan assumiram plenamente o financiamento da luta da Ucrânia contra a Rússia, depois que ele reduziu seu apoio.
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Além disso, busca demonstrar ao presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky — que participará da cúpula — que o respaldo continua firme agora que seu país parece estar inclinando a balança na guerra.
Os diplomatas afirmam que o financiamento proveniente do empréstimo da União Europeia e das promessas já feitas indica que estão a caminho de atingir os 70 bilhões de euros por ano.
A Alemanha — atualmente o maior apoiador da Ucrânia — pressionou para que o compromisso fosse colocado por escrito, em sua tentativa de incentivar outros países europeus a fazerem mais.
Zelensky participará de um jantar de líderes da Otan na terça-feira, mas não fará parte da cúpula principal no dia seguinte, já que a aliança o mantém em segundo plano.
Os responsáveis não querem que a Ucrânia se torne um tema excessivamente destacado por receio de desagradar Trump, cujos esforços para pôr fim a esta guerra estão estagnados.
A reunião da Otan na Turquia também ocorrerá depois que Trump criticou a resposta dos países europeus à guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Os aliados esperam também aproveitar a cúpula para convencer Trump de que estão cumprindo a promessa feita no ano passado de aumentar os gastos relacionados à defesa para 5% do PIB até 2035.
Os diplomatas indicaram que a declaração defenderá "uma Europa mais forte em uma Otan mais forte", em um momento em que Washington pressiona seus aliados para que assumam a responsabilidade por sua própria defesa.
