Ali Khamenei não queria que filho fosse o seu sucessor e deixou vontade registrada em testamento, diz jornal

 

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Se o presidente dos EUA não desejava que Mojtaba Khamenei assumisse o posto de líder supremo do Irã, a oposição também vinha do seu próprio antecessor: o aiatolá Ali Khamenei, o seu pai, que foi morto no início da ofensiva americana e isralense contra Teerã, em 28 de fevereiro.

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"No testamento de Khamenei, ele pediu explicitamente que Mojtaba não fosse nomeado como sucessor", disse ao "NY Post" Khosro Isfahani, diretor de pesquisa do grupo de oposição União Nacional para a Democracia. "Mojtaba é um jovem clérigo impotente que não conquistou nada em termos de vida política. Durante todos estes anos, ele não foi nada sem o nome do pai", acrescentou ele.

Para Isfahani, Ali Khamenei não acreditava que Mojtaba tinha experiência suficiente para assumir o cargo máximo do regime teocrático de Teerã. Ele teria sido ferido na guerra, de acordo com TV estatal.

O nome de Mojtaba, de 56 anos, não estava entre os candidatos avaliados pelo conselho de sucessão do Irã, continuou Isfahani, citando fontes de inteligência. Segundo ele, foi a Guarda Revolucionária Islâmica que coagiu a Assembleia de Peritos durante as deliberações da semana passada, antes de finalmente forçar uma votação.

"Houve muita resistência contra Mojtaba, mas sob pressão da Guarda Revolucionária, ele foi nomeado o sucessor", destacou.

Trump classificou a nomeação de Mojtaba, que se tornou "alvo legítimo" da ofensiva, como "inaceitável".

"Queremos alguém que traga harmonia e paz ao Irã", disse o presidente, de acordo com o "Post".