Alexandre de Moraes determina transferência de Bolsonaro para 'Papudinha'
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a "Papudinha". De acordo com a decisão, ele deverá ficar em uma sala de Estado-Maior no local.
Antes da transferência, no entanto, o ex-presidente será submetido a uma junta médica oficial, que deverá avaliar suas condições de saúde. Moraes também determinou a juntada de laudos médicos no prazo máximo de dez dias, caso haja necessidade de eventual transferência para um hospital penitenciário próximo ao complexo.
O ministro autorizou, de forma excepcional, a visita da esposa, Michelle Bolsonaro, e dos filhos do ex-presidente antes da remoção.
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Na decisão, Moraes destacou a necessidade do cumprimento da pena e da adequação do local de custódia à s condições de saúde do réu. Atualmente, Bolsonaro realiza atendimentos médicos em um hospital particular de BrasÃlia.
A defesa e a Procuradoria-Geral da República (PGR) foram notificadas e têm prazo de 24 horas para eventual manifestação, mas, por se tratar de um pedido de transferência já protocolado, a expectativa é de que não haja recurso por parte dos advogados do ex-presidente.
O local ganhou o apelido de "Papudinha" por ficar ao lado do Complexo Penitenciário da Papuda. Lá, já estão também o ex-ministro Anderson Torres e o ex-diretor-geral da PolÃcia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques - também condenados pela trama golpista.
Michelle pede prisão domiciliar
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro procurou, nos últimos dias, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para tentar viabilizar a concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A informação foi revelada pela jornalista Andréa Sadi, do g1, e confirmada pela CBN.
Segundo relatos, o foco da conversa foi o estado de saúde de Bolsonaro. No encontro, Michelle mencionou dificuldades pessoais e afirmou que pretende cuidar do marido em casa. Ela também teria pedido que o decano da Corte intercedesse junto ao relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes.
A reunião ocorreu durante o recesso do Judiciário e em meio a sucessivos pedidos de prisão domiciliar humanitária apresentados pela defesa do ex-presidente ao STF. Até o momento, as solicitações já analisadas foram negadas por Moraes. Há, no entanto, ao menos dois novos pedidos pendentes de decisão, todos fundamentados em laudos e boletins médicos.
Paralelamente, o governador de São Paulo, TarcÃsio de Freitas, também mantém interlocução com ministros do Supremo no mesmo sentido. As conversas, feitas por telefone com pelo menos quatro magistrados, reforçam os argumentos médicos apresentados pela defesa, que cita cirurgias recentes, crises de soluço e uma queda sofrida por Bolsonaro na semana passada dentro da cela da PolÃcia Federal, em BrasÃlia.
