Alexandre de Moraes autoriza Bolsonaro a realizar exames médicos nesta quarta (7) no DF Star

 

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O ministro Alexandre de Moraes autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro faça nesta quarta-feira (7) os exames médicos solicitados pela defesa, após Bolsonaro ter uma queda e bater a cabeça em sua cela na Superintendência da Polícia Federal.

A defesa solicitou a realização urgente dos seguintes exames diagnósticos, que serão realizados no Hospital DF Star:

Tomografia Computadorizada de Crânio

Ressonância Magnética de Crânio

Eletroencefalograma

Moraes determinou que o transporte e segurança de Bolsonaro deverão ser realizados pela Polícia Federal de maneira discreta e o desembarque deverá ser feito nas garagens do hospital, e que a PF deverá providenciar a completa vigilância e segurança do custodiado durante a realização dos exames e seu retorno à Superintendência da Polícia Federal.

Um relatório médico da Polícia Federal anexado ao processo no Supremo Tribunal Federal concluiu nesta terça (6) que o ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou lesões superficiais cortantes no rosto e no pé esquerdo após a queda ocorrida durante a madrugada, na cela onde está preso, na superintendência da PF em Brasília.

Segundo o documento, Bolsonaro estava consciente, orientado e sem sinais de déficit neurológico na manhã desta terça-feira (6). O laudo também aponta que a motricidade e a sensibilidade dos membros superiores e inferiores estavam preservadas, embora tenha sido observado leve desequilíbrio ao ficar em pé.

Nesta manhã, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou, por meio de publicação em seu Instagram, que Jair Bolsonaro tinha sido impedido de fazer exames médicos, e que aguardava a liberação da Procuradoria-Geral da República sobre a petição enviada pela defesa. A autorização ainda não havia sido conferida e estava em análise.

Michelle Bolsonaro diz que Jair foi impedido de fazer exames médicos.

Reprodução/Instagram

Ontem, Michelle Bolsonaro afirmou que o ex-presidente caiu e bateu a cabeça enquanto dormia e relatou preocupação com seu estado de saúde. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e permanece preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Moraes havia determinado então que a defesa juntasse ao processo o laudo médico da PF, indicando quais exames considerava necessários, para análise da possibilidade de realização no sistema penitenciário.