Alemã trans com histórico neonazista é presa após oito meses foragida; entenda
A alemã Marla-Svenja Liebich, de 53 anos, uma mulher trans com histórico ligado ao neonazismo, foi presa nesta quinta-feira após oito meses foragida por não cumprir uma pena de 18 meses por crimes de ódio. A detenção ocorreu na República Tcheca, e a Justiça alemã iniciou o processo de extradição.
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Condenada em julho de 2023 por incitação ao ódio, insultos e invasão de propriedade, Liebich deveria ter se apresentado em agosto de 2025 a uma prisão feminina em Chemnitz. Ela havia alterado legalmente o gênero com base na Lei de Autodeterminação de Gênero, em vigor desde novembro de 2024.
No entanto, não compareceu à unidade prisional e passou a ser considerada foragida. Segundo o promotor responsável pelo caso, Dennis Cernota, a prisão foi realizada com base em um mandado europeu.
Autoridades locais questionam a mudança de gênero e apontam possível uso indevido da legislação para obter condições mais favoráveis no sistema prisional. A administração regional tenta reverter o registro civil, alegando “abuso evidente” da norma.
Especialistas em direito avaliam que a medida pode enfrentar dificuldades, já que a lei foi criada para impedir que o Estado questione a identidade de gênero declarada, permitindo exceções apenas em casos com provas objetivas de fraude.
A defesa sustenta que a mudança é legítima. O caso ocorre em meio à revisão da legislação pelo governo alemão.
