Além de Luciana Gimenez, Izabel Goulart rebate acusações ligadas a Epstein; entenda o caso

 

Fonte:


O nome de figuras públicas brasileiras voltou a circular nas redes e na imprensa internacional após a divulgação de arquivos relacionados a Jeffrey Epstein, empresário norte-americano acusado de exploração sexual de menores e outras irregularidades financeiras. Entre as citadas estão a modelo Izabel Goulart e a apresentadora Luciana Gimenez, que usaram suas redes sociais para se pronunciar e esclarecer os fatos.

Vini Jr. reage a vídeo de Virgínia Fonseca nos bastidores do 'Domingão'; veja o que ele disse

Confira: Neném se pronuncia após fotos com a esposa viralizarem e gerarem comparações com Vini Jr. e Virgínia Fonseca

A ex-modelo da Victoria’s Secret foi mencionada em mensagens de Epstein trocadas com Boris Nikolic, financista da fundação de Bill Gates. Nos e-mails, ele afirma ter se encontrado com a brasileira em 2005, quando Izabel visitou Nova York pela primeira vez, e escreveu: "Ela ficou no meu apartamento seis anos atrás. Ela é ótima."

Izabel Goulart se manifesta após ser citada

Em nota divulgada à imprensa, a defesa de Izabel explicou que a modelo nunca se hospedou no apartamento do empresário.

"Izabel apenas dividiu com outras modelos um apartamento em Nova York. Quando foi morar na cidade americana para trabalhar, esse apartamento foi cedido pela agência que a representava na época, o que é comum em contratos internacionais que envolvem modelos maiores de idade", esclareceu. A nota reforçou ainda: "Izabel Goulart repudia qualquer tentativa de associarem seu nome a de Jeffrey Epstein e reforça que sempre prezou e exigiu extremo profissionalismo e ética ao longo dos seus mais de 22 anos de carreira."

Izabel é apenas uma entre as várias profissionais do mercado da moda citadas nos arquivos do caso Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Segundo os documentos, Epstein mantinha relação próxima com Les Wexner, ex-CEO da Victoria’s Secret, e chegou a tentar ocupar funções como recrutador da marca, uma posição que, segundo investigadores, servia como pretexto para se aproximar das modelos.

Entenda o caso

O caso Epstein ganhou repercussão internacional após o empresário admitir, em 2008, crimes de exploração de menores e fechar acordo judicial que lhe garantiu pena reduzida. O acordo foi considerado nulo em 2019, quando Epstein foi preso e acusado de comandar uma rede internacional de exploração sexual. Dois dias depois de assinar seu testamento, com instruções para o destino de seu patrimônio de mais de US$ 500 milhões (R$ 3 bilhões), o empresário foi encontrado morto em sua cela.

Luciana Gimenez rebate acusações

Entre as brasileiras envolvidas, a apresentadora Luciana Gimenez também se viu associada ao caso e decidiu se manifestar publicamente pelo Instagram, repudiando as acusações e esclarecendo os fatos com detalhes sobre documentos e movimentações financeiras que teriam ligado seu nome a Epstein.

"Estou vindo aqui para contar exatamente o que vem acontecendo comigo. Tenho 25 anos de televisão. Todo mundo me conhece, todo mundo sabe da minha vida, da minha dedicação aos meus filhos. Dito isso, eu tenho repúdio, ódio, nojo desse cidadão que se chama Jeffrey Epstein. É um cara repugnante, um cara que estuprava mulheres, um cara que mantinha pessoas em cárcere privada e outras coisas que a gente nem sabe, uma coisa horrorosa. Eu acordo, e meu nome está envolvido com este cidadão de quinta categoria, esse lixo da humanidade", desabafou.

Luciana detalhou que, após receber informações sobre documentos vinculando seu nome, tentou verificar os extratos bancários, explicando que se tratavam de contas já encerradas e movimentações internas, datadas entre 2015 e 2019:

"Cheguei em casa domingo, fui desesperadamente para frente do computador ver se eu tinha alguns desses documentos. Só que esses documentos, que são extratos bancários, são referentes a contas que eu já encerrei, não tenho mais. E esses extratos bancários são muito antigos, de 2015 a 2019. Ninguém guarda tanto tempo, eu não tinha. Comecei a procurar, mas tive que ter paciência e esperar. Eu sabia que só teria algum tipo de resposta segunda-feira. Fui dormir, uma noite extremamente ansiosa, pesadelo, meu filho passando mal. Tudo errado."

A artista continuou relatando a dificuldade de contato com o banco e a interpretação equivocada das informações pelos meios de comunicação.

"Segunda-feira de manhã, tentei entrar em contato com o banco, que não tenho mais uma pessoa trabalhando comigo neste banco. Quando eu, finalmente, consegui falar com alguém, ele disse que ia mandar. Finalmente, comecei a entender. Consegui ligar para essa pessoa, que é um banqueiro e ele começou a me explicar um pouco por que meu nome estaria na lista de uma pessoa que nunca vi, nunca passei pela frente, não sabia da existência até todo mundo saber por ser essa pessoa monstruosa. Esses documentos [divulgados pela Justiça americana] são referentes a todas as movimentações das pessoas que tinham conta neste dia, neste banco, em 2019. Eu, inclusive. Não é que são contas do Jeffrey Epstein. Meu nome aparece dentro de algumas transações, de alguns períodos, desde 2014. Mas a mais comentada por todo mundo, levianamente, foi que eu havia recebido 12 milhões de dólares, em uma conta minha, em fevereiro de 2019. E eu vou explicar agora: esse valor imputado a mim é de algum fundo que eu não sei, não pertenço. Agora, o meu nome vem acima disso. É que as pessoas não se importaram nem de, realmente, olhar o documento de forma direita, só de forma leviana. Esse dinheiro não tá na coluna que tem meu nome. O valor está em outra página e foi uma transferência de dentro do banco, da minha conta de investimentos, para a minha conta pessoa física de um valor de 22 dólares e 9 centavos. E como essa movimentação, existem outras. É público e a pessoa pode ler. Só que leia entendendo o que está escrito, como já expliquei. E agora, vou mostrar a prova final que tenho: um e-mail do banco, explicando que todas as transferências que ocorreram em meio nome, em várias datas diferentes, foram transações dos meus investimentos para a conta pessoa física. Transações internas do banco, nada a ver com ninguém. Inclusive, foram de mim para mim mesma", disse.

A apresentadora concluiu com um alerta sobre a propagação de informações na internet: "Temos que começar a ter cuidado com a internet. A internet é uma arma muito potente. Antigamente, eram os jornais. As pessoas não tinham coragem de escrever isso tudo no jornal porque tomava processo. Hoje em dia, as pessoas acham que podem vir a público e falar o que quiserem, apontar o dedo e acabar com a vida da pessoa. Porque os meus dois dias que passei foram infernais. Mas sei do meu valor, da minha idoneidade. Então, estou aqui de pé."