A busca por cuidados estéticos e de bem-estar também tem alcançado uma região do corpo que, durante muito tempo, ficou fora das conversas mais abertas sobre beleza feminina. A apresentadora e influenciadora Juju Salimeni revelou que passou por uma harmonização íntima há aproximadamente um mês.
Em entrevista à revista Quem, ela contou que a decisão não teve como motivação apenas a aparência, mas também incômodos na rotina, como o desconforto provocado por determinadas peças de roupa íntima e algumas posições ao sentar. Após o procedimento, segundo relatou, percebeu mudanças tanto na estética quanto no conforto.
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A experiência da influenciadora traz visibilidade a um tema que ainda é cercado de tabus: os cuidados com a região genital e as possibilidades de tratamentos para diferentes queixas femininas. O chamado rejuvenescimento íntimo reúne abordagens distintas, que podem envolver desde procedimentos não cirúrgicos até intervenções para corrigir características anatômicas.
A escolha depende do que incomoda a paciente e de uma avaliação individual. De acordo com a cirurgiã plástica Maiéve Corralo, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), os tratamentos regenerativos têm como objetivo melhorar aspectos da qualidade dos tecidos, enquanto procedimentos cirúrgicos podem ser indicados em situações específicas, como excesso de pele ou assimetrias dos pequenos lábios.
"Os tratamentos de ginecologia regenerativa estimulam a qualidade dos tecidos, melhoram lubrificação, firmeza e sintomas relacionados ao envelhecimento ou ao pós-parto. Já quando existe excesso de pele, hipertrofia ou assimetria dos pequenos lábios, a cirurgia, como a ninfoplastia, pode ser a melhor indicação para devolver conforto físico e autoestima", explica a médica.
Entre as alternativas não cirúrgicas, o laser íntimo também é utilizado em determinados casos. Segundo Maiéve, a tecnologia pode estimular a produção de colágeno e contribuir para a regeneração da mucosa vaginal, com possíveis efeitos sobre a lubrificação.
A indicação, no entanto, depende das características e das necessidades de cada paciente. Quando o desconforto vai além da estética
A aparência não é o único motivo que leva mulheres a procurar esse tipo de atendimento. Incômodos ao usar roupas mais justas, praticar exercícios físicos, andar de bicicleta ou durante as relações sexuais também podem motivar uma consulta.
Para a especialista, algumas pacientes acabam convivendo por anos com essas situações sem buscar orientação. "Existe uma tendência de normalizar esses incômodos, mas hoje sabemos que há tratamentos seguros para diferentes queixas.
O mais importante é que a paciente seja avaliada individualmente para entender qual abordagem faz sentido para o seu caso", afirma. A variedade de procedimentos disponíveis exige atenção para não tratar todas as queixas como se fossem iguais.
A ninfoplastia, por exemplo, é uma cirurgia voltada à correção dos pequenos lábios, enquanto os tratamentos regenerativos têm objetivos diferentes e não substituem necessariamente uma intervenção cirúrgica. A escolha também deve considerar os possíveis benefícios, limitações e riscos de cada técnica.
O que considerar antes de fazer um procedimento íntimo Nem todo tratamento envolve cirurgia
As abordagens podem incluir tecnologias e procedimentos regenerativos voltados à qualidade dos tecidos, enquanto a ninfoplastia é uma intervenção cirúrgica indicada para determinadas alterações anatômicas. Os métodos têm finalidades diferentes e não são intercambiáveis.
O desconforto também merece atenção Dificuldades ao vestir determinadas roupas, praticar atividades físicas ou durante a intimidade podem ser motivos para procurar avaliação médica.
A investigação ajuda a identificar a origem da queixa e as possibilidades de cuidado. A indicação depende de cada caso
Anatomia, sintomas, histórico de saúde e expectativas precisam ser considerados antes de qualquer intervenção. Nem toda alteração exige tratamento, e a decisão deve ser tomada com orientação profissional.
A exposição de experiências como a de Juju Salimeni também contribui para ampliar o espaço de discussão sobre a intimidade feminina. Mais do que seguir tendências ou buscar um padrão estético, o cuidado com a região genital deve partir de informações confiáveis e de necessidades individuais.
"Quando figuras públicas falam sobre esse cuidado, elas ajudam outras mulheres a entender que envelhecer não significa conviver obrigatoriamente com desconfortos ou perda da autoestima. O importante é buscar informação de qualidade e acompanhamento com profissionais habilitados", finaliza Maiéve.
O Globo