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Alcolumbre diz que 'não pode responder' a perguntas sobre relação de Flávio com Vorcaro, CPI do Master e Messias

 

Fonte: Bandeira



O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), se recusou a responder perguntas sobre o possível reenvio da indicação do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal, o envolvimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, e a pressão para a instalação de uma CPI que investigue o escândalo financeiro do banco Master.

Ao fim da sessão desta quinta-feira do Congresso, o senador disse: “Não posso te responder essa pergunta” ao ser abordado sobre uma eventual nova indicação de Messias ao STF.

O ministro da AGU foi escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas teve sua escolha barrada pelo Senado no final de abril, em uma derrota histórica para o governo.

Perguntado sobre a possibilidade de instalar uma CPI Mista, com senadores e deputados, para apurar o escândalo do Master, na próxima sessão do Congresso, Alcolumbre disse que “é a segunda pergunta que não pode responder”.

Depois, ele foi perguntado sobre o motivo de não ter lido hoje o requerimento de criação da CPI e declarou que “é a terceira pergunta que não pode responder”.

Por fim, o presidente do Senado foi abordado sobre os vínculos de Flávio Bolsonaro com Vorcaro.

– Essa é a quarta (pergunta que não pode responder) porque eu não sei das conversas.

O pré-candidato a presidente do PL teve sua relação com o ex-banqueiro exposta após o site Intercept revelar uma série de trocas de mensagens. Nas conversas, Flávio pede dinheiro para financiar um filme em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Pacote de bondades para os partidos

Alcolumbre também disse nesta quinta que ainda vai decidir qual caminho o projeto que dá um pacote de bondade aos partidos terá na Casa Legislativa. A iniciativa foi aprovada de forma célere na Câmara na última terça-feira.

De acordo com Alcolumbre, o texto precisa seguir trâmites burocráticos e o envio da Câmara para o Senado ainda não aconteceu. Ele disse que alguns senadores pediram para assumir a relatoria do projeto e citou o nome do senador Marcelo Castro (MDB-PI), que já foi relator de outras iniciativas de mudanças eleitorais na Casa.

– Os líderes me perguntaram sobre esse assunto ontem em sessão do plenário. Eu vou tomar conhecimento do projeto, que ainda não chegou ao Senado, ainda está na Mesa da Câmara, para conversar com os senadores sobre a possibilidade da deliberação. O senador Marcelo Castro é um dos que desejam relatar, assim como outros – disse.

Entre as mudanças previstas no projeto estão condições melhores para negociação de dívidas, um limite máximo para aplicação de multas, flexibilização nos disparos de mensagens em períodos eleitorais e entraves para que os partidos tenham suas contas bloqueadas.