Alcolumbre diz esperar que Lula o procure caso queira conversar: ‘Continuar numa relação de pacificação’

 

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O presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta quarta-feira que não tem encontro marcado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas disse esperar ser procurado caso o chefe do Executivo queira conversar.

A declaração ocorre em meio à tensão entre governo e Congresso após a decisão de Alcolumbre de manter a votação da CPMI do INSS que aprovou a quebra de sigilo bancário e fiscal do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

— A gente espera ser chamado por todas as pessoas por quem temos respeito e consideração. E, naturalmente, da mesma maneira que, em outras oportunidades, quando eu desejei conversar pessoalmente com o presidente da República, eu o procurei. É legítimo, inclusive, que, se ele desejar falar comigo, ele também me procure, para que possamos continuar numa relação de pacificação e de harmonia entre os Poderes. É isso que eu entendo da democracia — afirmou.

Nos bastidores, interlocutores do governo e aliados de Alcolumbre discutem a possibilidade de um encontro entre os dois ainda nesta semana, em meio às tentativas de reduzir o desgaste político provocado pelo episódio envolvendo a CPMI.

Ontem, Alcolumbre rejeitou um recurso apresentado por parlamentares do PT que pediam a anulação da votação da comissão. A base governista alegava erro na contagem dos votos e defendia a invalidação da decisão.

Ao anunciar o desfecho, o presidente do Senado afirmou que não identificou irregularidade que justificasse a intervenção da presidência para anular a deliberação.

— Adianto desde logo que este não é um caso de flagrante desrespeito ao regimento interno ou à Constituição Federal. Não há aqui situação que justifique a excepcional atuação desta presidência para anular a deliberação da CPMI — disse.