Alckmin diz que encontro entre Lula e Tump visa evitar sanções e menciona superávit dos EUA com Brasil
O presidente Lula tem um encontro marcado com o presidente dos EUA, Donald Trump, nesta quinta-feira e um dos pontos prioritários da pauta é evitar sanções, segundo informou o vice-presidente Geraldo Alckmin nesta terça-feira (dia 5). Em entrevista à Globo News, Alckmin também voltou a ressaltar a relação comercial superavitária que o Brasil tem com os Estados Unidos.
— Essa é uma preocupação, é um dos pontos prioritários da conversa, precisamos deixar muito claro para sociedade, opinião pública, e inclusive americanos, que o Brasil e os Estados Unidos tem comércio de superávit, dos dez produtos que eles mais exportam para nós, oito tem tarifa zero.
Outros temas econômicos fora da política tarifária americana também devem ser discutidos, como os minerais críticos.
— O presidente Lula tem colocado que não tem tema proibido, então vamos conversar, big techs, terras raras, data centers, política tarifária, não tarifária, tem uma agenda importante — completou.
Em fevereiro, o governo dos Estados Unidos convidou o Brasil a integrar uma nova coalizão internacional voltada ao fornecimento, à mineração e ao refino de minerais críticos. A proposta apresentada por Washington envolve parcerias para garantir o acesso a insumos como lítio, grafita, cobre, níquel e terras raras, além da criação de mecanismos de preço mínimo, com o objetivo.
A visita aos Estados Unidos foi marcada na semana passada em uma conversa por telefone entre os dois presidentes.
Em fevereiro, a Suprema Corte americana derrubou o tarifaço de 50% de Trump que atingia produtos brasileiros. Mas, dias depois da decisão, o presidente dos Estados Unidos fez questão de reafirmar que seu governo segue investigando o Brasil e a China por supostas práticas comerciais desleais.
Outro assunto que deve ser discutido é a possibilidade de os Estados Unidos classificarem as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. As autoridades brasileiras temem que a eventual classificação traga riscos à soberania nacional. Em março, o Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou ao GLOBO que o governo americano considera facções criminosas brasileiras uma ameaça relevante à segurança regional.
