Ainda sem resposta do BC, BRB precisa fechar balanço de 2025 até esta terça-feira (31)

 

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Sem resposta do Banco Central sobre a prorrogação da data de entrega do balanço, o Banco de Brasília (BRB) precisa fechar até esta terça-feira (31) os números referentes ao ano de 2025, o que pressiona a instituição por medidas concretas para recompor o rombo deixado pelas negociações para a compra do Banco Master.

A ideia da cúpula do BRB era conseguir uma extensão do prazo até o fim do primeiro semestre, o que daria tempo para um plano de reestruturação e de captação de recursos no mercado. Apesar disso, o BC não deu nenhuma sinalização de prorrogação do prazo.

Como um dos últimos atos à frente do governo do DF, o ex-governador Ibaneis Rocha pediu um empréstimo de R$ 4 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para cobrir o rombo das operações com o Master, mas também não há resposta sobre o pedido. A operação é possível, com prazo de carência de um ano e meio. Como garantias, o governo do Distrito Federal ofereceu participações acionárias em empresas públicas, além dos imóveis autorizados a serem negociados pela câmara legislativa.

João Gabriel Araújo, professor de economia do IBmec Brasília, ressalta que a não apresentação do balanço pode resultar em punições ao BRB , mas acima de tudo causa uma desconfiança no mercado e nos investidores.

"Reduz a credibilidade do banco frente à sociedade e investidores e isso vai agravar a situação de forma explícita e o BC pode inviabilizar a venda de títulos por parte do BRB e ativos com os quais o BRB hoje transaciona, e o BC então pode travar essas vendas para punir. Mas a maior punição é o esvaziamento de investimentos."

Sem a divulgação do balanço, os acionistas aguardam também a nova data para a assembleia-geral extraordinária, com o objetivo de aumentar o capital social do banco. A assembleia, que estava agendada para o último dia 18, foi adiada e segue sem data definida.

O FGC disse que, oficialmente, não comenta sobre associados. E o Tribunal de Contas da União (TCU) arquivou o processo sobre uso de imóveis públicos para socorrer BRB. A Corte de Contas entendeu que não tem competência para analisar o caso e determinou o envio para o TCDF e o MPDFT.