Aiatolá Ali Khamenei diz que Irã não cederá aos protestos e chama manifestantes de 'vândalos'

 

Fonte:


O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, afirmou nesta sexta-feira (9) que seu governo não vai ceder diante dos protestos que ocorrem pelo país há quase duas semanas. Ele ainda acusou os manifestantes de atuarem para agradar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificando-os como vândalos e sabotadores.

UE aprova acordo de livre comércio com o Mercosul após mais de 25 anos de negociações

ONU cobra investigação sobre mortes em protestos no Irã; governo local acusa EUA e Israel de interferência

Este foi o primeiro pronunciamento do aiatolá desde que os protestos se intensificaram, atingindo cidades além da capital, Teerã.

Os protestos também elevaram as tensões entre Estados Unidos e Irã. O presidente Donald Trump afirmou que não vai tolerar mortes de manifestantes pelo regime de Khamenei e avisou que o país será duramente atingido caso isso ocorra.

Nesta sexta-feira (9), o líder iraniano classificou o presidente dos Estados Unidos como arrogante e afirmou que suas mãos, nas palavras dele, estão "manchadas com o sangue de mais de mil iranianos", em referência aos bombardeios contra instalações nucleares ocorridos em 2025.

O Irã enfrenta a maior onda de protestos contra o governo desde 2009. Nas últimas semanas, pelo menos 45 pessoas morreram em confrontos com a polícia, incluindo oito menores de idade, segundo a ONG Iron Human Rights, com sede na Noruega.

Ainda segundo a ONG, além das mortes, muitas pessoas ficaram feridas e mais de duas mil foram detidas desde o início dos protestos.

As manifestações foram motivadas por uma grave crise econômica: a moeda iraniana perdeu metade do seu valor em relação ao dólar no ano passado, e a inflação ultrapassou 40% em dezembro.