Agro se surpreende com eleições e indústria defende agenda de desenvolvimento

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As perspectivas para a economia e o futuro do setor produtivo estão entre as preocupações das entidades que representam o setor produtivo do Pará após o resultado das eleições. O diretor da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), Guilherme Minssen, afirmou que o meio rural esperava uma mudança de rumo, enquanto a Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa) destacou a continuidade de sua atuação em defesa da produção e dos investimentos.

Guilherme Minssen afirmou que o setor produtivo recebeu o resultado das eleições com surpresa, uma vez que o meio rural esperava uma mudança de rumo para o setor. “Os primeiros reflexos na economia têm sido desastrosos [após o resultado eleitoral], mas ainda fazem parte de um mercado financeiro que é regido por ruídos e fantasmas”, pontua o diretor da Faepa, que é zootecnista

“O presidente Lula, no palanque, faz fortes e injustas acusações ao agronegócio, mas sabe que a nossa balança comercial depende diretamente do sucesso deste setor. Os produtos do campo brasileiro continuam sendo extremamente competitivos por qualidade e quantidade de tudo que nele brota ou é criado.

Logo deveremos contornar estes obstáculos políticos”, observa.  Indústria

Em nota, a Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa) afirmou que manterá seu compromisso com a população, independentemente do resultado eleitoral, e que continuará atuando com responsabilidade, independência e foco no futuro do país. “A Fiepa seguirá vigilante, acompanhando as decisões e os encaminhamentos dos Poderes constituídos, com atuação técnica, profissional, independente e propositiva.

Continuaremos defendendo as condições necessárias para quem produz, investe e gera empregos, cobrando avanços e contribuindo com soluções”, detalha a entidade. A Federação ainda citou que o setor industrial está organizado, com uma agenda sólida, construída sobre pilares estratégicos voltados ao crescimento econômico e social.

“Defendemos um modelo de desenvolvimento que vá muito além do assistencialismo, porque conhecemos o potencial do Pará e acreditamos na capacidade de transformar nossas riquezas e vocações produtivas em oportunidades reais, geração de renda, autonomia e melhoria da qualidade de vida da população”.

“Essa visão está materializada no Mapa Estratégico da Indústria do Pará 2026–2032, elaborado em articulação com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), que reúne 620 iniciativas voltadas à competitividade e ao desenvolvimento sustentável. É uma agenda concreta, construída com planejamento, conhecimento técnico e visão de longo prazo.

A Fiepa tem a convicção de continua preparada para ser um pilar forte dessa construção, contribuindo efetivamente para o desenvolvimento do Pará e do Brasil”, acrescenta  Fiepa.

Publicação Original O Liberal oliberal.com
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