Agente do Serviço Secreto baleado nos EUA recebe alta do hospital, diz porta-voz da agência
O agente do Serviço Secreto dos EUA que foi baleado na noite de sábado durante o jantar da Associação dos Correspondentes da Casa Branca, recebeu alta do hospital neste domingo, de acordo com o chefe de comunicações do Serviço Secreto dos EUA, Anthony Guglielmi. Guglielmi não revelou o nome do agente nem o hospital para onde ele foi levado, mas disse que o colete à prova de balas que ele usava "ajudou a evitar uma possível tragédia".
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Após os disparos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi retirado às pressas por agentes do serviço secreto do hotel Washington Hilton. Em coletiva de imprensa com repórteres na Casa Branca, Trump disse ter conversado com o agente:
— Ele está muito animado, e dissemos a ele que o amamos e o respeitamos. E ele é um cara muito orgulhoso. Ele tem muito orgulho do que faz.
Trump confirmou que o autor dos tiros foi detido e o classificou como “uma pessoa muito doente”. Segundo o americano, as autoridades realizaram buscas no apartamento do suspeito para entender as motivações do crime.
— A minha impressão é que é um lobo solitário — disse. — É sempre chocante quando algo como isso acontece. Já aconteceu outras vezes comigo. Eu ouvi um barulho e achei que tinha caído uma bandeja. Provavelmente eu devia ter abaixado mais rapidamente. Fomos retirados muito rapidamente. O desempenho da polícia foi muito bom. Foi muito rápido.
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Segundo o jornal americano New York Times, o atirador foi identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, e é morador da Califórnia. A informação foi confirmada por dois agentes que pediram anonimato.
O presidente também foi questionado por jornalistas se o ataque à tiros está ligado à guerra com o Irã e respondeu que "acha que não". Trump ressaltou que o atendado não vai impedi-lo de sair vitorioso no embate.
Tiros em Washington
Uma operação de emergência foi realizada para retirar autoridades do Hotel Washington Hilton, que rapidamente foi tomado por agentes com armas em punho. A Polícia Federal dos EUA (FBI) afirmou que um suspeito está sob custódia.
Os convidados, incluindo autoridades e jornalistas, estavam reunidos no salão de eventos para a noite de gala há cerca de cinco minutos, quando uma agitação foi notada na parte de trás do espaço de recepção. Um forte barulho foi ouvido e provocou pânico entre os presentes. Um agente do Serviço Secreto gritou: "Disparos efetuados".
Além de Trump e Melania, integrantes da alta cúpula do governo estavam presentes, como o vice-presidente JD Vance e o secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr., que foi visto sendo escoltado por agentes de segurança durante a confusão. Scott Bessent (secretário do Tesouro), Tulsi Gabbard (diretora de inteligência nacional), Sean Duffy (secretário de Transportes) e Karoline Leavitt (secretária de imprensa) também estavam no local.
Trump foi atingido de raspão por um disparo de fuzil em uma tentativa de assassinato durante um comício de campanha em julho de 2024 em Butler, na Pensilvânia. Meses depois, também foi levado às pressas para um local seguro quando um agente federal atirou contra um homem armado em seu clube de golfe na Flórida.
