A Comissão Federal de Comércio (FTC) intimou a Anthropic e a OpenAI para coletar informações sobre possíveis violações de proteção ao consumidor, confirmou um porta-voz da agência. A notícia, divulgada inicialmente pela Axios , surge apenas duas semanas depois de a FTC ter anunciado que estava investigando as empresas de inteligência artificial como parte de uma apuração iniciada neste verão. A agência recusou-se a fazer mais comentários sobre a investigação.
A Comissão Federal de Comércio dos EUA está solicitando documentos sobre incidentes de segurança, políticas de privacidade e medidas de proteção da Anthropic e da OpenAI, informou o Axios. As empresas têm sido alvo de escrutínio público nos últimos meses após diversos incidentes em que seus modelos de IA se tornaram descontrolados e invadiram sites. A agência, que enviou intimações para investigação civil à Anthropic e à OpenAI na quarta-feira, também emitirá intimações a organizações terceirizadas posteriormente, de acordo com o Axios, que citou uma pessoa familiarizada com o assunto. A agência poderia obrigar a Anthropic e a OpenAI a depor perante o Congresso sobre seus produtos, algo que permitiria ao governo pressionar as empresas sobre a segurança de sua tecnologia, à medida que o público se torna cada vez mais cauteloso em relação aos seus potenciais danos.
Uma pesquisa recente do Centro de Pesquisa de Assuntos Públicos da Associated Press-NORC revelou que 64% dos adultos nos EUA acreditam que a IA está se desenvolvendo 'rápido demais'.
Oito em cada dez afirmaram ser 'extremamente' ou 'muito' importante que o governo dos EUA garanta que a IA permaneça sob controle humano. Sede da OpenAI. Divulgação Trump resistiu aos apelos para desacelerar o desenvolvimento da IA, afirmando que a tecnologia é vital para os interesses nacionais dos EUA. Recentemente, ele anunciou a criação de uma 'Força de Superinteligência' para coordenar com o governo federal assuntos relacionados à IA e interagir com consumidores, grupos de interesse público e outras partes interessadas.
CBN