Afinz vende fatia em empresa de tags e reforça capital

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Fonte da notícia: Valor Valor

O grupo Afinz (antigo Sorocred) vendeu a fatia que possuía em uma operação desenvolvida com uma empresa de mobilidade para pagamentos com tags. O banco não revela o valor a operação, dizendo apenas ser na casa de nove dígitos, ou seja, mais de R$ 100 milhões.

Segundo a Afinz, a venda bem-sucedida da operação ocorre após a unidade após atingir sua maturidade. Durante quatro anos, o projeto gerou R$ 100 milhões em receita transacional, movimentou mais de R$ 2 bilhões em volume total de transações (TPV) e alcançou 250 mil clientes ativos, com contas e cartões emitidos.

“Essa operação traduz o modelo de parceria que buscamos construir: entramos com alocação de capital, funding, inteligência analítica e conhecimento regulatório para desenvolver o negócio financeiro a quatro mãos com o parceiro”, explica Luiz Lima, CEO da Afinz. O banco não cita, mas informações públicas permitem deduzir que a empresa de mobilidade parceria era a Sem Parar.

Procurada, a Sem Parar não quis se manifestar. Na operação, a Afinz compartilhou resultados (“profit sharing”) e assumiu a gestão do portfólio dos cartões de crédito associados às tags, com análise de risco, cobrança e conformidade legal.

Com isso, o parceiro evitou ter de realizar investimentos e arcar com a manutenção de infraestrutura regulatória própria durante a fase de expansão da operação. “Quando o parceiro entende que o ativo atingiu maturidade suficiente para ser internalizado em sua estrutura, temos a realização máxima do valor acionário que ajudamos a construir”, explica Lima.

Segundo ele, ,esmo após a conclusão da venda, a Afinz continuará prestando serviços estratégicos e operacionais relevantes ao parceiro durante um período de transição, garantindo a continuidade do negócio até que a estrutura esteja totalmente apta a assumir a gestão de forma independente.

“A experiência no setor de mobilidade reforça nossa tese de que existe um potencial relevante de geração de valor financeiro dentro de grandes ecossistemas de consumo. Queremos ampliar esse modelo para novos setores”, explica.

A Afinz teve prejuízo de R$ 93,370 milhões no primeiro semestre e Lima diz que o dinheiro com a venda da operação de tags será totalmente reinvestido no banco. Além disso, os acionistas já tinham feito um aporte de R$ 65 milhões que ainda está em fase de aprovação pelo Banco Central.

“Boa parte do dinheiro vai para readequação de capital, enquadramento. As regras hoje têm exigido mais musculatura, dadas as garantias que têm de ser entregues às bandeiras de cartão”.

Segundo o CEO, no fim do ano passado a Afinz decidiu sair da operação de cartões em parcerias com varejistas e, desde então, vem digerindo os custos dessa carteira em run-off. Assim, o foco passa a ser o chamado “embedded finance”, fazendo toda a parte de crédito dentro do ecossistema de parceiros.

“Usamos nossa experiência para fazer toda a parte de ‘servicing’. Não só as questões tecnológicas, mas de concessão de crédito, gestão de portfólio, cobrança”, explica.

Publicação Original Valor valor.globo.com
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