Em 5 de novembro de 2026, The Legend of Zelda: Ocarina of Time retorna totalmente repaginado para o Nintendo Switch 2, mais de duas décadas depois do seu lançamento para o N64. Mas, antes do remake, uma versão do aclamado jogo já tinha sido lançada.
Um remake ou um remaster? É isso que fãs debatem até hoje... Lançado em 2011 para a família 3DS, The Legend of Zelda: Ocarina of Time 3D pode ser considerado o primeiro remake do game, mas muitos fãs se dividem até hoje sobre o game.
Para alguns, ele não passa de um remaster; para outros, ele é, sim, um remake. Mas quem está certo?
Em um resumo simples, um remake significa uma reconstrução do zero de algum jogo, mas mantendo a história. Ele pode "atualizar" algumas mecânicas, como, por exemplo, o tipo de perspectiva, saindo de um top-down para isométrico, ou até alterando pontos da história para expandi-la.
No mais, ele usa a mesma história, mas a base dele (software, códigos) é visada para um novo console/tecnologia. Remakes famosos são os Pokémon Ruby e Sapphire, que, para o 3DS, viraram Omega Ruby e Alpha Sapphire, ou então o Final Fantasy VII Remake.
Já um remaster "apenas" moderniza alguns aspectos do game, como os gráficos, para adaptá-los a processadores mais novos. Exemplos disso dentro da franquia de Zelda são, por exemplo, Skyward Sword HD e Twilight Princess HD, dois jogos que estavam em consoles antigos (Wii) e ganharam um "glow-up" para novos (Nintendo Switch), mas a base (software) continua a mesma.
Um dos grandes dilemas desta versão de OoT é que há um salto tecnológico extremo do N64 para o 3DS, o que implica que os códigos antigos do game não poderiam ser "reutilizados" para esse novo console. Portanto, foi necessário refazer o game do zero, como Shigeru Miyamoto revelou em um Iwata Asks.
De fato, se olharmos somente para essa justificativa, fica fácil falar que Ocarina of Time 3D é um remake. Além de gráficos melhores, a versão ainda apresentou um mundo usando a tecnologia 3D do Nintendo 3DS, criando profundidade na tela.
Mais do que isso, ele também facilitou a troca de itens, que agora poderiam ser facilmente selecionados usando a tela inferior do console; e a iluminação geral do game, além de uma melhor sinalização do Templo da Água. "A maior fraqueza de Zelda Ocarina of Time": você não é o único; até Miyamoto admite que esta parte do jogo poderia ser muito melhor
Mas por que ainda pode ser visto como um remaster? Por mais que essas melhorias sejam gigantes, toda a gameplay de OoT 3D permaneceu a mesma, até o trilha sonora foi somente adaptada para o sistema do console, em vez de refazer ela por inteira. Ao compararmos, por exemplo, com o novo remake do jogo para o Switch 2, vemos conteúdos ainda maiores, como cinemáticas inéditas e até atuação de voz — elementos que não tinham em nenhuma versão anterior.
Eis a questão de um milhão de reais: é um remake ou remaster? Ocarina of Time 3D tem tantos elementos para se enquadrar nesses "dois Rs". Se você for pelo lado oficial da Nintendo, ele é um remake.
Se você for pelo lado dos fãs, ele é um remaster. No fim, vai muito do que a palavra "remake" significa para você.
BR IGN