Aeroporto de Dubai tem queda de 66% no fluxo de passageiros devido à guerra no Irã
O Aeroporto Internacional de Dubai afirmou que precisará de mais um ano para atingir uma meta histórica de passageiros, já que a guerra no Irã está reduzindo a demanda no maior hub de aviação internacional do mundo.
— Estávamos projetando alcançar e superar a marca simbólica de 100 milhões de passageiros este ano; acredito que isso possa ficar para 2027, e ainda estamos confiantes de que conseguiremos atingir esse número — disse o CEO da Dubai Airports, Paul Griffiths, em entrevista à Bloomberg Television.
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O aeroporto relatou uma queda de 66% no número de passageiros em março, à medida que a guerra entre EUA e Israel com o Irã interrompeu o tráfego aéreo no Oriente Médio. Esses números fizeram o movimento de passageiros do primeiro trimestre cair para 2,5 milhões, uma queda de 21% em relação ao mesmo período do ano passado, informou o aeroporto em comunicado divulgado na segunda-feira.
A Índia continuou sendo o maior mercado do aeroporto, com 2,5 milhões de passageiros, seguida por Arábia Saudita, Reino Unido e Paquistão. Londres permaneceu como o destino mais movimentado do hub, com 752 mil viajantes, seguida por Mumbai e Jidá.
A empresa não especificou projeções para o ano, mas Griffiths disse esperar que o desempenho permaneça em “território positivo” e que antecipa uma “recuperação muito forte nos próximos meses, possivelmente liderada pelo tráfego de conexões durante o verão”. O aeroporto pretende ampliar suas operações após os Emirados Árabes Unidos suspenderem restrições de viagem.
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No entanto, apenas 51 das 90 companhias aéreas retomaram suas operações no aeroporto, sendo que a maioria das ausentes é da Europa Ocidental e dos Estados Unidos, já que ainda enfrentam dificuldades para obter cobertura de seguro devido a alertas de viagem emitidos por governos, segundo Griffiths.
Desde o início da guerra, no fim de fevereiro, o principal aeroporto de Dubai teve que ser fechado diversas vezes devido a incidentes com drones nas proximidades. Outros aeroportos da região também foram afetados durante o conflito.
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O Aeroporto de Abu Dhabi informou que uma pessoa morreu e várias ficaram feridas nos primeiros dias da guerra após o emirado interceptar um drone iraniano. Aeroportos no Kuwait e no Bahrein também foram alvo.
A Emirates e a flydubai, responsáveis por uma grande parte do tráfego no DXB, ainda não conseguiram restaurar totalmente sua capacidade. A companhia aérea de bandeira de Dubai teve que cancelar milhares de voos nos últimos dois meses, reconfigurando sua rede internacional e operando voos quase vazios de volta ao seu hub no emirado, à medida que viajantes evitam o Golfo Pérsico.
— Os planos de longo prazo não foram afetados e acredito que isso será apenas um impacto temporário, do qual nos recuperaremos muito rapidamente — disse Griffiths.
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