Aeronave que transportou Maduro teria pousado em Porto Rico por questão médica antes de prosseguir para navio, diz TV
A aeronave que transportou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, após a sua captura pelas forças militares dos Estados Unidos, teria feito um pouso forçado na base aérea de Ramey, em Porto Rico, por conta de uma questão médica. A informação é da rede americana de TV em língua espanhola Telemundo 47 e partiu de uma fonte anônima do governo americano.
Não está claro que tipo de problema de saúde teria motivado a parada, mas ela foi curta e "seguiram logo pela marcha em alto-mar", novamente segundo o canal de notícias. O destino era o navio USS Iwo Jima, de onde foi realizado o translado do ditador latino-americano até Nova York, onde será julgado sob a acusação de envolvimento com o narcotráfico.
Initial plugin text
Mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump, havia dito que nenhum agente morreu durante a operação, apesar da resistência e de "muitos disparos" efetuados no abrigo de Maduro. Ele disse ainda que o presidente venezuelano tentou fugir para um "bunker" na casa, mas foi rendido antes que pudesse fechar a porta de aço.
Maduro teve a "fortaleza" invadida às duas horas da madrugada, no horário local, segundo o governo americano. As Forças Armadas do país foram surpreendidas por um comboio de caças, bombardeiros, drones e helicópteros que abriram caminho para a Delta Force, pelotão de elite, realizar a extração.
Trump publicou nas redes sociais uma foto de Maduro sob custódia no USS Iwo Jima. Ele anunciou que os Estados Unidos vão administrar o país durante a transição para um governo "justo e pacífico" e que lucrará com as reservas de petróleo como "compensação" a investimentos passados na infraestrutura.
Contexto: Trump diz que petroleiras americanas vão operar na Venezuela; entenda por que controle de reservas do país dá vantagem estratégica
O governo da Venezuela denunciou o ataque como uma "agressão militar" e afirma que irá resistir ao controle externo, que para o chavismo teria motivação econômica. A diplomacia brasileira também condenou a ação, classificando-a como uma afronta à soberania do país.
