Aéreas cobram resposta imediata após alta do querosene de aviação
A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR) cobrou uma resposta imediata para conter os impactos do aumento no preço do querosene de aviação, anunciado nesta quarta-feira (1º) pela Petrobras.
Em nota, a entidade afirmou que aguarda o detalhamento das medidas propostas pela estatal e destacou que qualquer iniciativa para mitigar os efeitos do reajuste precisa ter efeito imediato, a fim de garantir a estabilidade de custos do setor aéreo.
A Petrobras anunciou reajustes que variam entre 53% e 56% no preço do combustível. Após a repercussão negativa, a empresa apresentou um plano que permite às distribuidoras pagar, em abril, um aumento reduzido a 18%, com a diferença podendo ser parcelada em até seis vezes, a partir de julho.
A associação também reforçou que segue aberta ao diálogo com o governo federal para buscar soluções que garantam a conectividade do país e ampliem o acesso ao transporte aéreo.
O querosene de aviação representa mais de 30% dos custos das companhias aéreas. Por isso, aumentos expressivos tendem a pressionar o preço das passagens e podem reduzir a demanda por voos.
