A Advent acaba de captar seu maior fundo global, de US$ 27 bilhões – e outros US$ 3 bi para uma estratégia nova de investimentos no middle market. Os mercados prioritários são EUA e Europa, mas até US$ 6 bilhões do fundo principal podem ser direcionados para mercados emergentes, para co-investir junto com os fundos locais da gestora.
O desafio é encontrar oportunidades num momento de alta global dos juros e valuations esticados em alguns setores. “Os investidores estão reconhecendo a capacidade da Advent de fazer isso,” Juan Pablo Zucchini, o head de private equity da gestora para a América Latina, disse ao Brazil Journal.
Na América Latina, onde a volatilidade macro e política é uma constante, Zucchini vê oportunidades nos setores que também são os focos da gestora no mundo: consumo, financeiro, industrial, saúde e tecnologia. “O Brasil, em especial, é um grande ecossistema de empresas, muitas familiares, que precisam de capital e melhorias internas para crescer.
É isso que buscamos, e o pipeline é robusto apesar do macro,” disse ele. O fundo dedicado ao middle market foi criado em razão do crescimento desse mercado nos EUA e Europa – e os investimentos serão concentrados nessas duas regiões.
Os aportes vão variar de US$100 a US$ 350 milhões em empresas com valuation de até US$ 1,25 bilhão. Hoje, a Advent tem cerca de US$ 109 bilhões em ativos sob gestão.
O segundo maior fundo da gestora, de US$ 25 bilhões, havia sido captado em 2022. Este ano foi um dos períodos de maior volume de desinvestimentos, cerca US$ 13 bilhões.
Já os investimentos, em novas empresas e companhias que já fazem parte do portfólio, somaram cerca de US$ 10 bilhões. No Brasil, a Advent investiu cerca de US$ 6,6 bilhões desde 1997.
Os negócios mais recentes foram a compra de 8% do capital da Natura, neste ano, e a rodada série C da SkyOne, em 2025.
Brazil Journal