Adolescentes que atraíram homem para emboscada e o mataram por suspeita de pedofilia são condenados na Inglaterra; vídeo
Três adolescentes foram condenados pela morte de um homem de 49 anos em uma praia no condado de Kent, no sudeste da Inglaterra, após atraí-lo para o local sob um falso pretexto. O grupo acreditava, sem evidências, que a vítima era pedófila.
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Uma jovem e um rapaz, ambos com 16 anos, receberam penas de sete anos de detenção, enquanto um terceiro adolescente, de 15 anos, foi condenado a cinco anos. Todos foram considerados culpados por homicídio culposo, quando não há intenção direta de matar, pela morte de Alexander Cashford, ocorrida em agosto de 2025, em Leysdown-on-Sea.
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De acordo com a decisão da Justiça britânica, os jovens cumprirão metade da pena em regime de detenção e o restante em liberdade condicional. Ao anunciar a sentença, a juíza classificou o crime como um “incidente horrível e uma perda de vida sem sentido”.
— Este foi um ataque premeditado, deliberado e violento contra alguém que não podia se defender — disse Natalie Smith, do Ministério Público da Coroa (CPS).
Dois dias antes do ataque, a vítima conheceu a adolescente em um fliperama e lhe deu seu número de telefone. Usando o falso nome de “Sienna”, os três jovens trocaram cerca de 75 mensagens com o homem e combinaram o encontro na praia.
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No local, Cashford, que trabalhava como eletricista, foi perseguido e agredido com pedras e uma garrafa. Testemunhas relataram que ele foi atacado repetidamente, mesmo após cair no chão, de bruços. A vítima apresentava mais de 30 lesões externas pelo corpo, segundo o júri.
Tudo começou com uma 'brincadeira'
Durante o julgamento, a defesa da adolescente alegou que as mensagens começaram como uma “brincadeira” e poderiam ter evoluído para uma tentativa de expor publicamente o homem. Um dos adolescentes afirmou em tribunal que o grupo chegou a discutir dar apenas um “tapa” na vítima. Ele também declarou acreditar que estava fazendo a coisa certa, argumentando que a polícia não faria nada caso denunciassem o comportamento do homem.
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Cashford tinha antecedentes por perseguição (stalking) e infrações de trânsito. Um dos casos envolvia seguir uma jovem até sua casa, em 2025.
Parte fundamental das provas veio dos próprios acusados. A jovem filmou o momento em que os dois rapazes atacavam a vítima. Segundo a acusação, ela demonstrou um entusiasmo constante, chegando a gritar “pedófilo” durante a agressão.
Testemunhas também ajudaram a esclarecer o caso. Algumas tentaram socorrer a vítima, enquanto outras seguiram os adolescentes e informaram sua localização à polícia, o que levou a prisões rápidas.
