Adolescente atropelado nos EUA sofre lesão cerebral e só consegue lembrar do que viveu nas últimas quatro horas; entenda
Um adolescente de 16 anos ficou gravemente ferido após ser atropelado por um carro na cidade de Hampton, no estado da Virgínia (EUA), e passou a sofrer um raro problema de memória que o impede de lembrar de acontecimentos ocorridos há mais de quatro horas. A família criou uma campanha de arrecadação para ajudar a pagar as despesas médicas do tratamento.
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O acidente ocorreu na noite de 10 de janeiro, quando Nathan Banks atravessava uma avenida movimentada após sair de uma loja de videogames com amigos. Ele havia deixado um parque de trampolins próximo e estava comprando um presente de aniversário para um colega. Durante a travessia, foi atingido por um carro e arremessado a cerca de nove metros, caindo com força no asfalto.
Em entrevista ao Daily Mail, o jovem disse que não se recorda do momento do impacto. “Lembro de ter ido à loja com meus amigos e de atravessar a rua. Depois disso, acordei no hospital”, relatou.
Nathan sofreu múltiplas lesões, incluindo fraturas na coluna, na pelve e no cóccix, além de contusões pulmonares e cortes profundos na cabeça e na mão. Segundo a mãe, Mae Banks, os socorristas levaram cerca de dez minutos para conseguir encontrar um pulso após o acidente.
Perda de memória após traumatismo
Além das lesões físicas, o adolescente também sofreu um traumatismo cranioencefálico que afetou sua memória de curto prazo. Atualmente, ele consegue recordar apenas acontecimentos das últimas quatro horas, o que faz com que precise constantemente ser lembrado do que ocorreu ao longo do dia.
“Se ele acorda muito cedo, pode ter um dia muito longo tentando entender o que aconteceu e o que está fazendo”, explicou Mae ao Daily Mail. A família aguarda uma avaliação neurológica para tentar compreender a extensão do problema.
Nathan ficou três dias internado e agora segue em recuperação, com mobilidade limitada e sessões frequentes de fisioterapia. Médicos afirmaram que ele pode voltar a correr entre três e seis meses, caso a recuperação continue evoluindo bem.
Campanha para pagar despesas médicas
Sem renda fixa após o acidente, a família decidiu criar uma campanha no site GoFundMe para ajudar a custear o tratamento. Mae, que trabalhava como bartender, precisou se afastar do emprego para cuidar do filho. A conta hospitalar inicial chega a cerca de US$ 29 mil, mais de R$ 150 mil.
Até o momento, a arrecadação ultrapassou US$ 5 mil. A mãe também alertou outros pais sobre a importância de orientar os filhos a utilizarem sempre a faixa de pedestres. Segundo ela, pelas leis da Virgínia, atravessar fora da faixa pode impedir que a vítima receba indenização caso seja considerada parcialmente responsável pelo acidente.
“Eu não sabia disso até agora”, disse Mae ao Daily Mail. “É algo que todos os pais deveriam lembrar aos filhos.”
