Adilsinho, preso em Cabo Frio, estava foragido por mortes ocorridas há quatro anos
O contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, foi preso nesta quinta-feira durante uma ação conjunta das polícias Civil e Federal, além do Ministério Público do Rio. Encontrado em Cabo Frio, na Região dos Lagos, Adilsinho tinha contra si pelo menos cinco mandados de prisão em aberto, sendo quatro deles por homicídios ocorridos em 2022.
Adilsinho, contraventor apontado como chefe da máfia do cigarro, é preso pela PF e Polícia Civil do Rio; veja vídeo
Quem é Adilsinho, bicheiro e alvo de investigações sobre cigarro ilegal, preso pela PF
Marquinhos Catiri e Sandrinho
Marquinhos Catiri: após ataque a tiros em Del Castilho, miliciano foi levado para hospital, mas não resistiu
Reprodução
Marco Antônio Figueiredo Martins, o Marquinhos Catiri, foi morto a tiros em novembro de 2022, quando saía de uma academia de musculação em Del Castilho, na Zona Norte do Rio. De acordo com investigações, Catiri chefiava a milícia que atuava nas comunidades Águia de Ouro, Guarda e Fernão Cardim, todas na região em que foi morto.
Pelo menos 10 criminosos participaram do ataque, que contou com fuzis e granadas. Para as investigações da Polícia Civil, Adilsinho foi quem encomendou o assassinato, que vitimou também Alexsandro José da Silva, o Sandrinho, apontado como integrante da organização criminosa.
Modus operandi: Adilsinho usava casas alugadas e deslocamentos constantes para despistar a polícia; ele foi monitorado por dois meses
Na ocasião, um apartamento foi alugado próximo à academia, de onde a rotina de Catiri passou a ser monitorada, com auxílio de câmeras de segurança. Um dos suspeitos presos por participar do crime, George Garcia de Souza Alcovias — que se mudou para o local — passou ainda a trabalhar como mototaxista e a frequentar bares frequentados por milicianos.
Catiri era braço direito do bicheiro Bernardo Bello, ex-marido de Tamara Garcia, filha do contraventor Waldemir Paes Garcia, o Maninho. Para a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), a motivação da execução foi a disputa territorial por pontos de jogo de bicho e máquinas caça-níqueis.
O que é a Operação Libertatis II, da PF, que levou à prisão de Adilsinho, contraventor apontado como chefe da máfia do cigarro
Fabrício Alves Martins de Oliveira
Fabrício Alves foi morto em posto de gasolina em Campo Grande, Zona Oeste
Reprodução de vídeo
Para os investigadores, a execução de Fabrício Alves Martins de Oliveira — ocorrida em outubro de 2022 — esteve relacionada à máfia do cigarro. Na ocasião, Oliveira chegou num posto de gasolina na Estrada do Mendanha, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, quando, segundo denúncia do Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ), atiradores chegaram “de modo coordenado, em atividade típica de grupo de extermínio”.
Ele, que havia parado sua Ranger Rover blindada no local, foi atingido por 14 tiros de fuzil e de pistola quando já havia desembarcado e caminhava até uma loja de conveniência. Uma mulher que o acompanhava, e que seguiu dentro do automóvel, escapou sem ferimentos. Fabrício chegou a ser preso por contrabandear cigarros em 2019.
Rendido à beira da piscina, Adilsinho é preso em casa de luxo em bairro nobre de Cabo Frio
Fábio de Alamar Leite
Fábio de Alamar Leite
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48 horas após a execução de Fabrício Oliveira, Fábio de Alamar Leite — seu ex-sócio numa empresa de caminhões de gelo — foi ao enterro no Cemitério de Inhaúma, na Zona Norte do Rio. Mas, quando se preparava para o sepultamento, foi executado com tiros de fuzil.
Fábio chegou a ser socorrido ao Hospital Salgado Filho, no Méier, mas não resistiu aos ferimentos.
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