Adega Pérola, Pavão Azul, Sat's, Jobi e Belmonte; conheça estes e outros bares ícones da boemia carioca e patrimônios do Rio
Uma série produzida pela Riotur e disponibilizada na internet promove um verdadeiro passeio pela tradição e memória afetiva da gastronomia forjada nas mesas e balcões de bares e botequins icônicos da boemia carioca e que são reconhecidos oficialmente como patrimônios do Rio. Entre petiscos e cervejas é possível mergulhar, por exemplo, na história da Adega Pérola, em Copacabana, na Zona Sul, que abre a segunda temporada, além de outros seis estabelecimentos.
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No episódio, Heitor Linhares, um dos sócios junto com Marcelo Paulos e Ricardo Martins conta como o trio de amigos, que eram frequentadores, resolveu assumir a direção da casa em 2010. Na ocasião, o estabelecimento, criada em 1957 por dois portugueses da Ilha da Madeira, enfrentava uma crise, com risco de arriar as portas.
Porção de coraçãozinho de frango é uma boa pedida para acompanhar o chope no Sats
Divulgação/Riotur
— Nós: eu, o Marcelo e o Ricardo, que éramos clientes da casa, resolvemos que deveríamos entrar nessa empreitada, porque não queríamos que a casa se acabasse. Em função disso, a gente comprou. Não nos arrependemos hora nenhuma, trabalhamos muito, não foi fácil, foi brabo — disse Heitor.
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No passado, o bar reunia, além da clientela habitual, um grande número de artistas e sambistas, em especial, devido sua vizinhança com o Teatro Opinião que, entre o começo dos anos 1970 e 1980, promovia a histórica "Noitada de Samba", que levou para seu palco nomes como Clementina de Jesus, Cartola, Clara Nunes, João Nogueira, Martinho da Vila e outros. Heitor era frequentador da casa desde essa época e mudou coisa quando assumiu o estabelecimento.
— O balcão, originalmente, até 1986, era do lado esquerdo e agora ele está do lado direito — conta, acrescentando que as mesas compartilhadas, motivo de reclamação de alguns clientes, seguem iguais e são o diferencial do local — Porque sentou um casal e aí chegou outro casal, um senta do lado do outro e quando vê já estão conversando. Essa é a grande informalidade do Rio de Janeiro.
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Pavão Azul: uma boa opção em Copacabana
Divulgação/Riotur
Com a pandemia, a necessidade de distanciamento, fez a prefeitura autorizar a colocação de mesas na calçada, promovendo uma expansão do bar. Na gastronomia, nada foi mexido também. O carro chefe continua sendo os frutos do mar. A casa não trabalha com chopeira elétrica, mas no sistema de gelo, garantindo que a bebida chegue mais gelada e com mais cremosidade ao copo do cliente. Em 2013, a Adega Pérola foi reconhecida oficialmente pela prefeitura do Rio como Patrimônio Cultural Carioca.
Além da Adega Pérola, outros seis bares e botequins estão nessa segunda temporada de "Patrimônios do Rio. Os episódios serão disponibilizados semanalmente nas redes sociais da Riotur e no seu canal no YouTube, sempre às quartas-feiras, às 17h. Os próximos, pela ordem são: Pavão Azul, Adega da Velha, Armazém São Thiago, Galeto Sat's, Jobi e Belmonte.
Os novos estabelecimentos fazem companhia ao Armazém Senado, Bar Velho Adonis, Bode Cheiroso, Bar da Portuguesa, Bar do Momo, Bar Urca e Cachambeer, que integravam a primeira temporada, disponibilizada no ano passado.
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Adega da Velha, em Botafogo, destaca no cardápio a culinária brasileira
Divulgação/Riotur
O objetivo, segundo a Riotur, é valorizar e dar visibilidade aos estabelecimentos reconhecidos como Patrimônio Cultural Carioca, reforçando sua importância na construção da identidade da cidade.
— O turismo também se constrói a partir das experiências autênticas da cidade. Ao estruturar esse conteúdo, conseguimos divulgar e qualificar a oferta cultural e gastronômica do Rio e transformar esses ativos em narrativa, conectando esses lugares a uma estratégia de promoção mais consistente. Isso amplia o olhar sobre a cidade e reforça o valor da cultura no cotidiano carioca — justifica o presidente da Riotur, Bernardo Fellows.
Todos os estabelecimentos retratados na série foram reconhecidos oficialmente pela Prefeitura do Rio e pelo Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), com base em critérios de relevância cultural, histórica, arquitetônica e social. Desde 2010, o município é pioneiro no reconhecimento de bares e botequins como patrimônio imaterial, na categoria de atividade econômica tradicional e notável.
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Armazém São Thiago, em Santa Teresa: mais de um século de tradição e chope gelado
Divulgação/Riotur
Os mesmos bares integram o Circuito dos Botequins, dentro do programa Circuitos do Patrimônio Cultural Carioca, que desde a década de 1990 instala placas informativas em locais históricos da cidade, compartilhando curiosidades e preservando a memória urbana ao alcance de moradores e visitantes.
—Mais do que pontos da cidade, esses espaços são territórios de pertencimento, lugares onde o Rio se reconhece e sua história segue sendo vivida no dia a dia. Dar visibilidade e colocar esses endereços em evidência é também uma forma de preservar essa memória e celebrar sua longevidade —, comenta Renata Paes Leme, diretora de Marketing da Riotur.
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Belmonte e o sucesso de seus petiscos especiais
Divulgação/Riotur
A série foi idealizada por Felipe Quintans, da Secretaria de Coordenação Governamental e produzida pela Diretoria de Planejamento & Marketing da Riotur.
— A proposta é registrar esses espaços a partir da sua rotina, destacando sua relação com a cidade e com as histórias que ajudam a construir a identidade carioca — afirma Quintans.
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Divulgação/Riotur
A primeira temporada foi dedicada a bares como Armazém Senado, Bar Velho Adonis, Bode Cheiroso, Bar da Portuguesa, Bar do Momo, Bar Urca e Cachambeer. Os teasers serão divulgados no Instagram (@riotur.rio), X (@riodejaneiro) e TikTok (@riotur.rio), enquanto os episódios completos estarão disponíveis no canal oficial da Riotur no YouTube (@rioturoficial).
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