Açougueira é condenada à prisão perpétua no Reino Unido por matar e esquartejar companheira e concretar corpo no jardim
Uma mulher de 40 anos foi condenada à prisão perpétua com pena mínima de 21 anos nesta quarta-feira depois de ser considerada culpada pelo assassinato da companheira, cujo corpo foi cortado ao meio e enterrado no jardim da casa onde viviam em Normanton, no condado de Derbyshire, na Inglaterra.
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O veredito foi proferido por um júri em Derby, na terça-feira, depois de um julgamento que durou três semanas. A ré, Anna Podedworna, de origem polonesa, também foi declarada culpada pela ocultação do cadáver e pela obstrução da justiça ao ter mantido em segredo o paradeiro do corpo por mais de 15 anos.
Investigadores descobriram os restos mortais de Izabela Zablocka, de 30 anos, sob uma camada de concreto no jardim da residência em junho de 2025, após a morte dela em 2010 ter sido reaberta em função de pressão provocada por uma reportagem investigativa.
Zablocka foi descrita no tribunal como uma mãe amorosa, que era “extremamente próxima” da família na Polônia
Polícia de Derbyshire
Segundo o promotor Gordon Aspden KC, em entrevista à BBC, Podedworna matou a parceira com um objeto pontudo e, por ser açougueira em uma fábrica de aves na época, usou sua experiência para cortar o corpo em duas partes. Os restos foram enrolados em sacos de lixo, atados com fita e enterrados em uma vala improvisada, que depois foi coberta com uma camada de concreto.
Durante o julgamento, a acusada afirmou que agiu em legítima defesa, alegando que Zablocka teria atacado e tentado estrangulá-la. Ela disse ter sentido medo e ter decidido enterrar o corpo para esconder o incidente. O júri rejeitou essa versão.
Corpo de Zablocka foi enterrado e concretado no jardim da casa da ré
Polícia de Derbyshire
Zablocka havia emigrado da Polônia ao Reino Unido em 2009 em busca de uma vida melhor com Podedworna e perdeu contato com a família em agosto de 2010, quando fez sua última ligação para a mãe. Sua filha, que ficou na Polônia com parentes, passou a vida adulta buscando respostas sobre o desaparecimento da mãe, até a descoberta em 2025.
A juíza responsável pela sentença declarou que as ações da ré trouxeram “miséria incalculável” à família da vítima, ao negar o direito a um funeral e a uma explicação durante tantos anos.
