Ações do Grupo Fictor despencam após pedido de recuperação judicial em SP
Empresas do Grupo Fictor tiveram queda expressiva na bolsa brasileira nesta segunda-feira (2), após o pedido de recuperação judicial protocolado na Justiça de São Paulo no domingo (31). Uma delas, a Fictor Alimentos, teve quase 40% de queda nas ações, com papéis sendo negociados a cerca de R$ 0,70.
O conglomerado está relacionado à crise do Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro do ano passado. Naquela época, um consórcio com um dos sócios da Fictor fez uma proposta para comprar o banco, operação que acabou sendo cancelada pelo BC. Em setembro, o Banco Central já havia negado a autorização para o Banco de Brasília (BRB) adquirir o Master.
Em comunicado, o Grupo Fictor informou que a reputação da instituição foi atingida por especulações, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding.
No domingo, o grupo protocolou o pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo justamente para as empresas Fictor Holding e Fictor Invest, que concentram as operações financeiras do conglomerado com mais de dez empresas.
Ainda segundo o grupo, o pedido é para “equilibrar a operação e assegurar o pagamento de compromissos financeiros”, que somam cerca de R$ 4 bilhões. A holding acrescentou que a intenção é quitar as dívidas. Para isso, pediu à Justiça um prazo de 180 dias para suspender cobranças e bloqueios.
Sobre o Grupo Fictor
Fundada em 2007, a Fictor teve origem no setor de tecnologia e, a partir de 2013, começou a diversificar os negócios, passando a atuar em segmentos como o de alimentos, energia, infraestrutura, mercado imobiliário e financeiro.
A frente do grupo está o CEO da holding, Rafael Góis, bacharel em Administração de empresas que ingressou cedo no mercado financeiro. Com mais de 25 anos de carreira, as experiências profissionais dele têm se concentrado na Fictor.
