Ações de Trump contra a ONU e o risco de 'colapso financeiro iminente' da organização; entenda a relação
O secretário-geral da ONU, António Guterres, fez um alerta: a organização corre o risco de um "colapso financeiro iminente". Em uma carta enviada a embaixadores, em 28 de janeiro, escreveu o seguinte: “a crise está se aprofundando, ameaçando a execução dos programas e correndo o risco de um colapso financeiro. E a situação deverá se deteriorar ainda mais em um futuro próximo”
A crise ocorre num momento em que os EUA se retiraram de mais de 30 agências da ONU e se recusam a colaborar financeiramente com o orçamento regular da entidade. O professor de Relações Internacionais da ESPM, Leonardo Trevisan, em entrevista aos âncoras Mílton Jung e Cássia Godoy no Jornal da CBN, destaca que os problemas citados estão relacionados com as falas e ações de Donald Trump:
“Não há dúvida nenhuma. Isso tudo faz parte da mesma jogada, isso tudo faz parte do mesmo objetivo. No dia 8 de janeiro, Trump saiu de 31 associações que os Estados Unidos tinham ligados à ONU e a 35 escritórios que os Estados Unidos tinham apoio direto, ligados à ONU também. Mais de 60 organizações internacionais”
Leonardo Trevisan destaca que, quando você olha para esse quadro, é evidente que tem um objetivo: desmantelar a ONU.
“Quando a gente fala disso, a gente tem que entender a mesma pergunta de sempre. Os Estados Unidos até continuam na ONU, se eles definirem a agenda, se a ONU for a ONU que eles querem. Está tudo desse jeito. Então se você olhar pra isso, você entende melhor o desespero do Guterres, porque a ação do Trump é a mesma de sempre, ele cortou a grana”
Ouça a entrevista completa:
