Ações de fabricantes de cerveja, como Budweiser e Heineken, devem ganhar impulso com Copa do Mundo
A Copa do Mundo 2026 deve trazer alívio para as ações de fabricantes europeus de cerveja, incluindo a Anheuser-Busch InBev e a Heineken, segundo analistas do Jefferies. O torneio — que será coorganizado por Estados Unidos, Canadá e México —começa em 11 de junho e termina em 19 de julho.
Capital: A estratégia das cervejarias para compensar queda no volume de vendas no Brasil
Brasileiro bebe menos cerveja: Indústria cria novos sabores
Analistas liderados por Edward Mundy escreveram que o torneio deve elevar as vendas globais de cerveja em cerca de um bilhão de pints — ou 568 milhões de litros —, o que deve ajudar a impulsionar uma reavaliação (re-rating) das ações das cervejarias.
Os papéis de cervejarias europeias estão sendo negociadas com desconto em relação ao setor de bens de consumo básicos devido a preocupações com as perspectivas de crescimento da categoria de bebidas alcoólicas.
“AB InBev está em uma posição ideal para se beneficiar do potencial de alta da Copa do Mundo FIFA”, disseram os analistas, referindo-se à fabricante da Budweiser — a cerveja patrocinadora do torneio. “Esperamos que todas as cervejarias apresentem melhora sequencial em relação a 2025.”
Concorrência: Heineken e Spaten travam disputa bilionária por mercado ‘premium’ do Nordeste
Embora o Jefferies veja a AB InBev como a maior beneficiária da Copa do Mundo, também espera que a Heineken receba um impulso, dada sua exposição à América Latina e à Europa. Bebidas destiladas e refrigerantes também devem se beneficiar, disseram os analistas.
Ao todo, 16 cidades receberão o Mundial de futebol, com 104 jogos. O pontapé inicial será dado no dia 11 de junho com o jogo de abertura entre México e África do Sul, no Estádio Azteca, na Cidade do México.
