As ações da Braskem recuam mais de 8% na B3, no segundo dia seguido de queda, na tarde desta terça-feira.
O dia também é o último de negociação da Braskem dentro dos principais índices da bolsa.
A partir do fechamento do pregão, a petroquímica deixa o Ibovespa e outros 17 índices da B3.
A mudança acontece porque as ações passaram a ser negociadas com a classificação de “Recuperação Extrajudicial”
Pelas regras da bolsa, empresas nessa situação deixam de fazer parte das carteiras dos índices
Na prática, a saída será feita pelo preço de fechamento.
A participação que a Braskem tinha nos índices será redistribuída proporcionalmente entre as outras empresas que fazem parte dessas carteiras
A Braskem entrou em recuperação extrajudicial para tentar renegociar uma dívida de cerca de 11 bilhões de dólares, o equivalente a 56 bilhões de reais.
Nessa segunda (24), no primeiro dia de reação do mercado ao pedido, as ações despencaram 6,71% e chegaram ao menor preço em 17 anos.
A empresa agora tem 90 dias para negociar com os credores.
A recuperação extrajudicial da Braskem também chama atenção pelo tamanho.
Os pedidos desse tipo já somam R$ 174,5 bilhões em dívidas neste ano, o maior valor já registrado, segundo o Valor Econômico.
Desse total, quase 89% estão concentrados em dois casos: Braskem e Raízen.
A Raízen lidera o ranking, com uma dívida de quase 99 bilhões de reais.
A Braskem aparece em segundo, com aproximadamente 56 bilhões
As duas empresas iniciaram a recuperação extrajudicial com as linhas gerais da proposta e abriram um período de 90 dias para negociar com os credores.
Região onde se encontra a mina 18, no bairro Mutange, em Alagoas, capital do Maceió.
Robson Barbosa / AFP
