Acionistas da Warner aprovam venda para a Paramount em acordo de mais de R$ 540 bilhões; artistas são contra
A Warner Bros. Discovery informou, nesta quinta-feira (23), que seus acionistas aprovaram a venda da empresa para a Paramount Skydance, dando sinal verde para uma oferta combinada em US$ 110 bilhões (cerca de R$ 545 bilhões).
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O conglomerado resultante da fusão incluirá CNN, CBS, HBO e Nickelodeon, assim como algumas das franquias mais valiosas de Hollywood, como Harry Potter, Game of Thrones, o Universo DC, os filmes Missão Impossível e o personagem Bob Esponja.
O acordo representa o fim de uma longa saga pela aquisição que incluiu uma disputa acirrada com a Netflix.
Também cria um gigante do entretenimento cujo impacto em um cenário midiático em dificuldades, e seus vínculos com a Casa Branca de Donald Trump, serão objeto de intenso escrutínio.
Artistas são contra a venda
Mais de 1.000 atores, diretores e roteiristas de Hollywood assinaram uma carta se opondo à aquisição de US$ 110 bilhões da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance , citando preocupações com a perda de empregos e aumento de custos, além da redução das opções para os consumidores.
Joaquin Phoenix, Glenn Close e Adam McKay estavam entre os signatários de uma carta aberta expressando “oposição inequívoca” à proposta, que está passando por análise regulatória nos EUA e na Europa e provavelmente também será examinada pelo Reino Unido.
“Essa transação consolidaria ainda mais um cenário de mídia já concentrado, reduzindo a concorrência em um momento em que nossas indústrias — e o público que atendemos — menos podem arcar com isso”, diz a carta. “O resultado será menos oportunidades para criadores, menos empregos em todo o ecossistema de produção, custos mais altos e menos opções para o público nos Estados Unidos e ao redor do mundo.”
O CEO da Paramount, David Ellison, comprometeu-se a lançar 30 filmes por ano nos cinemas e afirmou que continuará investindo em cinema e televisão, além de manter a plataforma de streaming HBO.
Durante todo o processo, sindicatos de Hollywood levantaram preocupações de que a fusão resultaria em perda de empregos em uma indústria que já passou por demissões significativas nos últimos anos.
