'Achei que tinha ficado assexuada': Luiza Ambiel relata dúvidas ao entrar na menopausa

 

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A chegada da menopausa ainda costuma ser cercada por silêncio, dúvidas e interpretações precipitadas sobre o próprio corpo. Foi justamente esse cenário que levou Luiza Ambiel, de 53 anos, a refletir publicamente sobre as mudanças que percebeu na libido ao atravessar essa fase. Em conversas frequentes com mulheres que acompanham seu trabalho nas redes sociais, ela afirma ter identificado um padrão de inquietações semelhantes — relatos de confusão, insegurança e a sensação de que o desejo sexual simplesmente desapareceu.

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A própria Luiza diz que, no início, interpretou as alterações como algo definitivo. "Quando comecei a entrar na menopausa achei que era normal perder a vontade. Pensei: pronto, acabou. Achei que tinha ficado assexuada", conta. Com o tempo, porém, percebeu que a experiência era mais complexa e que muitas mulheres atravessam oscilações parecidas durante o período de transição hormonal.

Segundo a apresentadora, o tema aparece com frequência nas mensagens que recebe do público feminino, muitas vezes carregadas de dúvidas sobre o que é considerado normal nesse momento da vida. "Muitas mulheres me escrevem dizendo que não entendem o que está acontecendo com o corpo, que a vontade muda, que surgem dúvidas e inseguranças. É um tema que ainda tem muito silêncio em volta", afirma.

Para a atriz, parte dessas inseguranças também tem origem na forma como muitas mulheres foram educadas em relação à própria sexualidade. Ela observa que, sobretudo entre gerações mais antigas, o assunto frequentemente era tratado como tabu ou simplesmente evitado dentro de casa.

"Muita gente da minha geração cresceu sem poder falar sobre sexo. Eu mesma casei virgem muito nova e existia uma vergonha enorme em torno disso. A gente acaba carregando esses bloqueios por muitos anos", destaca.

Na avaliação da criadora de conteúdo, esse histórico de silêncio pode levar muitas mulheres a interpretar as mudanças hormonais da menopausa como um encerramento definitivo da vida sexual, quando, na prática, o que ocorre muitas vezes é um período de adaptação física e emocional.

"Às vezes a mulher acha que perdeu a vontade para sempre, mas na verdade está passando por uma fase de adaptação do corpo e das emoções", acrescenta.

Ao falar abertamente sobre o tema, Luiza afirma que seu objetivo é justamente ampliar o espaço de diálogo sobre uma etapa da vida ainda cercada por desinformação. "Quando a gente começa a conversar, percebe que não está sozinha. É algo muito mais comum do que parece", conclui.