Ação de assistência social leva atendimento a pessoas em situação de rua em praça de Belém

 

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Em mais um dia de ações voltadas à população em situação de vulnerabilidade, a Prefeitura de Belém realizou, nesta terça-feira (24), uma iniciativa de abordagem e acolhimento na Praça Dom Pedro II, no bairro Cidade Velha. A ação reuniu atendimentos direcionados a pessoas em situação de rua, com atendimento direcionados a encaminhar para serviços públicos, em uma área da capital marcada pela presença significativa desse público e pelo uso intensivo do espaço público, especialmente no período noturno.


A ação conta com equipes multiprofissionais responsáveis pela identificação, escuta qualificada, orientação e encaminhamento da população em situação de rua e em uso do espaço público. O objetivo é promover a busca ativa, fortalecer o vínculo com esse público e ampliar o acesso à rede socioassistencial e a outras políticas públicas, conforme diretrizes da Política Nacional de Assistência Social e do Sistema Único de Assistência Social (Suas).


A Fundação Papa João XXIII  (Funpapa), Edna Gomes, comentou as ações de acolhimento realizadas pela Prefeitura de Belém voltadas à população em situação de rua e pessoas que ocupam espaços públicos da cidade. Segundo ela, neste primeiro momento, o trabalho está centrado na abordagem social e na escuta qualificada dos atendidos.


De acordo com Edna, as atividades foram iniciadas na semana passada e contam com a atuação de profissionais da assistência social, psicólogos e educadores sociais. “A gente está fazendo a abordagem com os técnicos para realizar uma escuta qualificada e dar os devidos encaminhamentos”, explicou. A ação integra a rede “Belém Acolhe”, implantada recentemente pela gestão do prefeito Igor Normando, com o objetivo de ampliar o acolhimento, especialmente de pessoas em situação de rua. A iniciativa busca compreender melhor esse fenômeno, que ocorre em todo o país, mas exige estratégias específicas no contexto local.


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Ainda segundo a presidente da Funpapa, o trabalho envolve o encaminhamento dessas pessoas à rede socioassistencial e de saúde, além da oferta de alternativas que garantam mais dignidade. “A gente precisa fazer com que essas pessoas entendam que queremos cuidar delas, identificar quem está com problemas de saúde e acionar, por exemplo, o Samu quando necessário”, destacou.


As ações também contam com a participação de profissionais da área da saúde, direitos humanos, assistência social e da Secretaria de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade de Belém (Segbel), promovendo uma atuação integrada no atendimento.


Sobre o balanço inicial, Edna Gomes informou que cerca de 100 pessoas foram abordadas nos últimos dias. Desse total, entre 18 e 20 aceitaram algum tipo de encaminhamento, como atendimento de saúde ou acolhimento noturno. Ela ressaltou que nem todos os abordados aceitam participar das ações, o que exige respeito às decisões individuais.


A presidente da Funpapa também destacou a diversidade do público atendido. Segundo ela, há pessoas em situação de rua sem alternativas de moradia, mas também trabalhadores informais que utilizam os espaços públicos como local de descanso. “Há casos de pessoas que trabalham com gelo, peixe e açaí e, por morarem longe, preferem dormir nesses locais durante a semana e retornar para casa apenas no fim de semana”, explicou.


Edna Gomes observou ainda que há um movimento crescente de ocupação de praças e outros espaços públicos como locais de descanso e permanência. Diante desse cenário, ela reforçou a importância da escuta qualificada e da atuação conjunta entre diferentes áreas para garantir encaminhamentos adequados, respeitando as especificidades de cada pessoa atendida.