As ações ordinárias da Azzas 2154 (AZZA3) disparavam mais 12% por volta das 11h, cotadas em R$ 16,88, a maior alta do Ibovespa e uma das maiores valorizações do mercado nesta quarta-feira (2), após anunciar que seus acionistas controladores encerraram a disputa societária que durava anos.
O volume de negociação das ações em R$ 34,1 milhões já é maior que o giro completo de R$ 29,3 milhões que os papéis tiveram na sessão de ontem, mesmo considerando que as negociações dos papéis ficaram suspensas até 10h30 por conta da divulgação do fato relevante sobre o acordo.
No pacto, Alexandre Birman e Roberto Jatahy chegaram a um acordo que vai resultar, em última instância, na divisão da Azzas em três novas empresas, Arezzo&Co e Soma, as duas listadas em bolsa, e Farm, que será controlada conjuntamente pelas duas outras empresas.
Ao fim do processo, o Birman deterá 32,1% da Arezzo&Co e 6,18% da Soma, enquanto Jatahy passará a deter 25,9% da Soma.
Os acionistas minoritários e demais investidores deterão 67,8% do capital em cada uma das companhia, sem direito de retirada.
Já a Farm será 57,4% controlada pela Arezzo&Co e 42,6% pela Soma.
A Arezzo&Co reunirá as marcas do segmento de calçados e bolsas, como Arezzo, Schutz, Anacapri, Vans, Alexandre Birman e Carol Bassi, além da Hering e suas extensões.
A Soma concentrará os negócios de vestuário masculino e feminino premium, englobando Animale, NV, Maria Filó, Cris Barros, Reserva, Oficina e Foxton.
A Farm terá gestão e governança específicas, preservando a autonomia da marca e de suas suas ramificações, Farm Brasil, Farm Internacional e Fábula, permitindo que Arezzo&Co e Soma continuem participando de seu desenvolvimento e do processo de avaliação de alternativas estratégicas já anunciado anteriormente.
A efetivação da reorganização permanece sujeita às aprovações do conselho e acionistas da Azzas, à autorização do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e ao deferimento da listagem da Soma no Novo Mercado da B3.
Apesar da forte alta no pregão de hoje, o papel ainda registra desvalorização de 34% em 2026.
Loja da Animale, uma das marcas da Azzas 2154
Reprodução/Barra Shopping
