ABRACCINE divulga lista com melhores filmes brasileiros

ABRACCINE divulga lista com melhores filmes brasileiros

 

Fonte: Bandeira



Em comemoração aos 15 anos da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (ABRACCINE) e aos dez anos da primeira votação, a entidade realiza uma nova eleição dos 100 filmes brasileiros mais importantes de todos os tempos. A atualização da lista inclui produções lançadas entre 2016 e 2026, como Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, e O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, além de ampliar a presença de filmes dirigidos por mulheres e realizadores negros.


A nova seleção reflete a busca por um olhar mais diverso sobre o cinema nacional a partir de uma votação que reuniu 1.169 títulos de diferentes épocas, entre curtas e longas-metragens. A seleção reúne filmes fundamentais da cinematografia nacional, desde Limite até produções contemporâneas premiadas, passando pela chanchada, Cinema Novo, Cinema Marginal e o período da Retomada.


Como membro da Associação Brasileira de Críticos de Cinema, espero que essa lista gere bons debates sobre a importância do cinema brasileiro.


Boas sessões de cinema brasileiro para você!


Filmes


Limite (1931), Mário Peixoto

Ganga bruta (1933), Humberto Mauro

O ébrio (1946), Gilda de Abreu

Também somos irmãos (1949), José Carlos Burle

Carnaval Atlântida (1952), José Carlos Burle

O cangaceiro (1953), Lima Barreto

Rio, 40 graus (1955), Nelson Pereira dos Santos

Rio, Zona Norte (1957), Nelson Pereira dos Santos

O grande momento (1958), Roberto Santos

O homem do Sputnik (1959), Carlos Manga

Aruanda (1960), Linduarte Noronha

O assalto ao trem pagador (1962), Roberto Farias

O pagador de promessas (1962), Anselmo Duarte

Os cafajestes (1962), Ruy Guerra

Porto das caixas (1962), Paulo Cezar Saraceni

Vidas secas (1963), Nelson Pereira dos Santos

À meia noite levarei sua alma (1964), José Mojica Marins

A velha a fiar (1964), Humberto Mauro

Deus e o diabo na terra do sol (1964), Glauber Rocha

Noite vazia (1964), Walter Hugo Khouri

Os fuzis (1964), Ruy Guerra

A falecida (1965), Leon Hirszman

A hora e vez de Augusto Matraga (1965), Roberto Santos

São Paulo Sociedade Anônima (1965), Luiz Sergio Person

A entrevista (1966), Helena Solberg

O padre e a moça (1966), Joaquim Pedro de Andrade

Todas as mulheres do mundo (1966), Domingos de Oliveira

A margem (1967), Ozualdo Candeias

Esta noite encarnarei no teu cadáver (1967), José Mojica Marins

O caso dos irmãos Naves (1967), Luiz Sergio Person

O menino e o vento (1967), Carlos Hugo Christensen

Terra em transe (1967), Glauber Rocha

O bandido da luz vermelha (1968), Rogério Sganzerla

A mulher de todos (1969), Rogério Sganzerla

Macunaíma (1969) (foto) , Joaquim Pedro de Andrade

Matou a família e foi ao cinema (1969), Julio Bressane

O dragão da maldade contra o santo guerreiro (1969), Glauber Rocha

O despertar da besta (Ritual dos sádicos) (1970), José Mojica Marins

Sem essa, Aranha (1970), Rogério Sganzerla

Um é pouco, dois é bom (1970), Odilon Lopez

Bang bang (1971), Andrea Tonacci

S. Bernardo (1972), Leon Hirszman

Toda nudez será castigada (1972), Arnaldo Jabor

Alma no olho (1973), Zózimo Bulbul

Compasso de espera (1973), Antunes Filho

Os homens que eu tive (1973), Tereza Trautman

A rainha diaba (1974), Antonio Carlos da Fontoura

Iracema, uma transa amazônica (1975), Jorge Bodanzky e Orlando Senna

Dona Flor e seus dois maridos (1976), Bruno Barreto

Lúcio Flávio, o passageiro da agonia (1977), Hector Babenco

Mar de rosas (1977), Ana Carolina

A lira do delírio (1978), Walter Lima Jr.

Tudo bem (1978), Arnaldo Jabor

A mulher que inventou o amor (1980), Jean Garrett

Bye bye Brasil (1980), Carlos Diegues

O homem que virou suco (1980), João Batista de Andrade

Pixote, a lei do mais fraco (1980), Hector Babenco

Eles não usam black-tie (1981), Leon Hirszman

Os saltimbancos trapalhões (1981), J.B. Tanko

Das tripas coração (1982), Ana Carolina

Pra frente Brasil (1982), Roberto Farias

Onda Nova (1983), Ícaro Martins e José Antonio Garcia

Amor maldito (1984), Adélia Sampaio

Cabra marcado para morrer (1984), Eduardo Coutinho

Memórias do cárcere (1984), Nelson Pereira dos Santos

A hora da estrela (1985), Suzana Amaral

A marvada carne (1985), André Klotzel

Filme demência (1986), Carlos Reichenbach

Ilha das Flores (1989), Jorge Furtado

Que bom te ver viva (1989), Lúcia Murat

Superoutro (1989), Edgard Navarro

Alma corsária (1993), Carlos Reichenbach

Carlota Joaquina, princesa do Brazil (1995), Carla Camurati

Terra estrangeira (1995), Daniela Thomas e Walter Salles

Baile perfumado (1996), Lírio Ferreira e Paulo Caldas

Central do Brasil (1998), Walter Salles

O auto da compadecida (2000), Guel Arraes

Bicho de sete cabeças (2001), Laís Bodanzky

Lavoura arcaica (2001), Luiz Fernando Carvalho

Cidade de Deus (2002), Fernando Meirelles e Kátia Lund

Edifício Master (2002), Eduardo Coutinho

Madame Satã (2002), Karim Aïnouz

Cinema aspirinas e urubus (2005), Marcelo Gomes

O céu de Suely (2006), Karim Aïnouz

Serras da desordem (2006), Andrea Tonacci

Jogo de cena (2007), Eduardo Coutinho

Saneamento básico, o filme (2007), Jorge Furtado

Santiago (2007), João Moreira Salles

Trabalhar cansa (2011), Juliana Rojas e Marco Dutra

O som ao redor (2012), Kleber Mendonça Filho

O menino e o mundo (2013), Alê Abreu

Branco sai, preto fica (2014), Adirley Queirós

Que horas ela volta? (2015), Anna Muylaert

Aquarius (2016), Kleber Mendonça Filho

Arábia (2017), Affonso Uchoa, João Dumans

As boas maneiras (2017), Juliana Rojas e Marco Dutra

Marte um (2022), Gabriel Martins

Mato seco em chamas (2022), Adirley Queirós e Joana Pimenta

Ainda estou aqui (2024), Walter Salles

O agente secreto (2025), Kleber Mendonça Filho


Dica da semana


Lírio Partido de D. W. Griffith. Com Lillian Gish. Um clássico do cinema silencioso. Acompanhamento musical ao vivo com Paulo José Campos de Melo (Cineclube SINDMEPA. Terça-feira, dia 25/5. Horário: 19h. Entrada gratuita).