Abertura do Grupo Especial tem reforço na segurança no lado ímpar, mas filas e sensação de insegurança seguem nos setores pares
Depois de dois dias marcados por reclamações sobre roubos, furtos e sensação de insegurança, a abertura dos três dias do Grupo Especial, neste domingo, apresentou um cenário distinto — mas apenas em parte da Avenida. Enquanto o lado ímpar registrou policiamento reforçado e organização no acesso, o lado par voltou a concentrar queixas sobre ausência de agentes de segurança, longas filas e trânsito congestionado.
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A primeira escola a desfilar foi a Acadêmicos de Niterói, que abriu a noite na principal divisão do carnaval carioca.
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Setores ímpares têm reforço policial e trânsito fluindo
Quem optou por acessar os setores ímpares e chegou de metrô pela estação Central percorreu cerca de 15 minutos a pé pela Avenida Presidente Vargas até os acessos. Diferentemente do que foi observado nos dois dias anteriores da Série Ouro, quando não havia policiamento visível, desta vez a via contou com forte presença das forças de segurança até o início do desfile.
Entre a saída da Central e a entrada do setor 3, foram contabilizadas oito viaturas da Polícia Militar, duas motocicletas e grupos de três a seis policiais circulando entre os pedestres. Ao menos cinco viaturas da Guarda Municipal também estavam posicionadas nas imediações.
A organização no trânsito também chamou atenção. No Viaduto 31 de Março, sete funcionários da RioCarnaval atuavam em conjunto com agentes da CET-Rio para orientar motoristas e organizar o fluxo. Apesar do movimento intenso, não havia retenções significativas.
Carros oficiais também chegavam sem dificuldades, assim como ônibus e vans de turismo — levando público com ingressos para os camarotes.
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Lado par registra filas extensas e relatos de insegurança
No lado par da Sapucaí, no entanto, o cenário foi diferente. Além da ausência visível de policiamento, o público relatou sensação de insegurança e enfrentou longas filas para acessar os setores.
— Vim de metrô pelo lado da Cidade Nova e não vi policiamento. Só o público e os amigos espirituais — relatou o engenheiro químico Mateus Carvalho, que visitava a passarela do samba pela primeira vez.
A guia turística Deise Martinho, frequentadora experiente dos desfiles, também criticou a organização.
— Entramos na fila no final da rua, uma distância considerável, para depois ficar mais de 20 minutos aguardando e nem ver a entrada — contou.
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Deise acompanhava um grupo na fila de acesso ao setor 10, na Rua Presidente Barroso. Enquanto a Acadêmicos de Niterói realizava o esquenta na Avenida, a fila se estendia por aproximadamente 400 metros. Situação semelhante foi registrada nas entradas localizadas na Travessa dos Pedregais.
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Além das filas, o trânsito no entorno do lado par apresentava congestionamento, ampliando a insatisfação do público no início da noite que marca a abertura do Grupo Especial.
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