Abelhas sem ferrão: guia revela curiosidades sobre espécie essencial para a reprodução de plantas

 

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A expressiva diversidade de abelhas sem ferrão que habita o Jardim Botânico do Rio acaba de ganhar um guia ilustrado. Com linguagem acessível e fotografias coloridas, a publicação da engenheira agrônoma Maria Lúcia França Teixeira reúne informações sobre características físicas, distribuição geográfica e usos tradicionais do mel, própolis e geoprópolis produzidos pelas espécies.

Chamadas assim por terem o ferrão atrofiado, essas abelhas não oferecem risco à população. Sua importância, porém, é enorme: sem elas, a reprodução de muitas plantas silvestres ficaria comprometida. O material também destaca o papel fundamental dessas abelhas na polinização e na preservação ambiental.

O lançamento acontece em 20 de maio, Dia Mundial das Abelhas, com degustação de méis. A versão digital poderá ser baixada gratuitamente no site do Jardim Botânico a partir da data, enquanto a edição impressa será vendida na loja da Associação de Amigos do Jardim Botânico.

A riqueza e a variedade dos méis produzidos pelas espécies sem ferrão também vêm despertando interesse de produtores e da alta gastronomia. Estudos recentes apontam ainda potencial terapêutico e cosmetológico, graças à presença de substâncias com ação antimicrobiana e antioxidante.

Entre as espécies retratadas estão a mandaçaia (Melipona quadrifasciata anthidioides), cujo mel possui ação antibacteriana e alta concentração de flavonoides, e a uruçu-amarela (Melipona mondury), importante polinizadora de árvores nativas e capaz de produzir até cinco litros de mel por ano, conhecido pelo sabor frutado e aroma marcante.