A grande voz do fado contemporâneo está de volta ao Brasil, mais precisamente à Cidade Maravilhosa. Carminho sobe ao palco do Vivo Rio no dia 21 de agosto para uma apresentação única na cidade, como parte da turnê mundial do álbum "Eu Vou Morrer de Amor ou Resistir".
Em sua fase mais autoral, a artista se debruça sobre um repertório com forte viés feminista. “Neste trabalho, fui muito inspirada pela mulher, pela ideia de que a mulher ocupa um lugar central como intérprete, mas que existem muitas narrativas paralelas, mesmo ambíguas, dentro da própria mulher”, acrescenta a cantora. Carminho percorre os caminhos da alma humana ao explorar os sentimentos ambíguos que dão forma ao álbum. Essa dualidade já se revela no próprio título do trabalho."Morre-se muito de amor no fado, mas poder resistir é algo que me interessa e me interessa cantar”, afirma. No palco, instrumentos tradicionais, como a guitarra portuguesa, sob o comando de André Dias, e a viola de fado, tocada por Flávio Cardoso, dialogam com a guitarra elétrica de Pedro Geraldes, o Mellotron de João Pimenta Gomes, além do Vocoder e do Cristal Baschet. A formação ainda conta com Tiago Maia no baixo acústico. O fado ganha novas roupagens sonoras e revisita influências que marcaram a formação da cantora, como Maria Teresa de Noronha, Beatriz da Conceição e Teresa Siqueira. No repertório, canções como “Balada do país que dói”, “Lá vai Lisboa”, “Pela minha voz” e “Saber" dão vida ao espetáculo. Também entre as referências do novo trabalho estão duas mulheres pioneiras da experimentação sonora: Annette Peacock, figura central na fusão entre jazz, rock e eletrônica desde os anos 1960, e Wendy Carlos, responsável pelas trilhas de clássicos do cinema como "Laranja Mecânica" e "O Iluminado". “Essas mulheres tiveram um papel admirável ao experimentarem novas possibilidades de uso das vozes femininas. As duas mostraram que as mulheres e as suas vozes podem romper padrões. Isso fica claro quando uso o Mellotron e o Vocoder. É como se cada apresentação da minha voz revelasse diferentes estados de espírito, diferentes mulheres e até diferentes épocas”, define Carminho. Sua relação com o Brasil é antiga e profunda. A artista já colaborou com nomes como Caetano Veloso, Marisa Monte e Milton Nascimento. A conexão também ganha destaque com “Sabiá”, clássico de Tom Jobim e Chico Buarque, gravado em 2016 no álbum “Carminho canta Tom Jobim”, produzido com músicos que acompanharam o maestro nos últimos anos de sua vida. Mais recentemente, fez parceria com Marcelo Camelo no disco “Portuguesa” (2023) e dividiu os vocais com Caetano em “Os Argonautas”. “O Brasil é uma segunda casa, um lugar onde não sinto estranheza alguma. Aqui eu me relaciono profundamente com a música. A língua portuguesa é incontornável — é a nossa maior ligação, que nos torna únicos. E por isso há uma pluralidade e uma conexão maravilhosa”, afirma a cantora Carminho promete uma noite regada a fado e refinadas costuras musicais. Amparada por sua profunda conexão com o Brasil e por uma rica bagagem de referências, a artista conduz um espetáculo marcado pela sensibilidade e que reflete sua fase mais subjetiva. Assinantes ganham 30% de desconto para conferir. O Clube te leva! Carminho volta ao Brasil em show no Vivo Rio Divulgação Ficou interessado? Confira as condições gerais aqui! Carminho
O Globo