A variável Trump: como o presidente americano fez da política externa um tema eleitoral brasileiro
Oi, depois de ter prendido um chefe de Estado inimigo e matado outro em dois meses, Donald Trump é personagem inevitável de qualquer tema mundial, incluindo a eleição brasileira. Uma possibilidade em estudo no Departamento de Estado é uma neutralidade formal e ações que possam ajudar a candidatura de Flávio Bolsonaro, como decretar as facções PCC e CV como organizações terroristas. Nesta newsletter, escrevo ainda sobre o termômetro das traições políticas na janela partidária e o risco da quebra do sigilo de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, para a campanha da reeleição de Lula. Clique aqui para se inscrever.
A variável Trump
O termômetro da traição
Os intocáveis
O risco Lulinha
O time B
Cascas de banana
Fique atento
1. A variável Trump
Em galhofa para mostrar que as ações do Itamaraty não afetavam o humor do brasileiro, o deputado Ulysses Guimarães (1916-1992) dizia que “a política externa só dá voto no Burundi”. Isso era verdade antes de Donald Trump. Depois de um início de 2026 em que os EUA prenderam um chefe de Estado inimigo e mataram outro, Trump passou a ser uma variável para qualquer decisão importante, de quanto os exportadores vão pagar de taxas para vender nos EUA a quais as regras que a Justiça eleitoral pretende impor às redes sociais, de como o país pretende explorar as reservas de terras-raras à moeda usada nas compras de produtos da Índia, da velocidade da aprovação do acordo com a União Europeia à participação de investidores chineses na ferrovia até o Peru e, lógico, em como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro pretendem lidar com um líder tão imprevisível.
Em sete meses, Trump passou de porta-voz das lorotas de Eduardo Bolsonaro a novo amigo de Lula. Os dois devem se encontrar em Washington nas próximas semanas, num evento que, pelos planos de diplomatas dos dois lados, deveria marcar o fim das taxas extras aos produtos brasileiros e o incentivo para investimentos americanos em terras-raras e data centers no Brasil.
Ninguém em sã consciência, no entanto, consegue prever o que o Trump vai achar de Lula ou do Brasil em dois meses, quanto mais durante as eleições.
O ataque norte-americano no Irã deste fim de semana reforça que Trump quer as coisas do seu jeito. Um dia antes, diplomatas saudavam avanços nas negociações para limitar o programa nuclear iraniano, atendendo ao menos parte das exigências dos EUA. Semanas atrás, depois de cederem à pressão comercial norte-americana, a União Europeia descobriu que nada estará de fato resolvido enquanto Trump desejar anexar a Groenlândia. É fato que a ação do governo mexicano contra o cartel Jalisco Nueva Generación na semana passada ocorreu por temor de que os EUA poderiam tomar a iniciativa sozinhos.
O tarifaço de Trump deu a Lula o melhor momento do seu terceiro mandato. A calma e a firmeza com que o governo brasileiro respondeu às tarifas mostraram um presidente consciente do tamanho do país que governa, em contraste evidente com a sabujice da família Bolsonaro comemorando os prejuízos dos exportadores brasileiros. As pesquisas mostram que a população ficou do lado de Lula.
Mas, mesmo depois da aproximação entre Lula e Trump, o Departamento de Estado dos EUA segue sendo um comitê eleitoral pró-Bolsonaro. A dúvida sobre um apoio formal a Flávio se dá apenas pela possibilidade de um efeito rebote, com o eleitorado brasileiro rechaçando a influência estrangeira. Alguma coisa afinal foi aprendida com o erro de se colocar uma bandeira dos EUA nos atos bolsonaristas no Dia da Independência.
De acordo com dois diplomatas e um ex-embaixador dos EUA, a possibilidade mais realista hoje é uma neutralidade formal e ações que possam ajudar a candidatura de Flávio. Uma hipótese estudada é a de que, semanas antes das eleições, os EUA decretem as facções PCC e CV como organizações terroristas e critiquem o governo brasileiro por não combater o tráfico de drogas. Seria uma forma de ajudar o discurso de segurança da direita, sem mencionar um apoio explícito.
2. O termômetro da traição
Até o início da campanha eleitoral serão divulgadas de duas a três pesquisas por semana. A mais importante até agosto, no entanto, envolve apenas os 513 deputados federais e como eles acreditam que podem continuar nos seus cargos no ano que vem. A partir desta sexta-feira (6) e até 5 de abril, os deputados federais, estaduais e distritais podem trocar de legenda sem perder o mandato, a chamada janela partidária . É a traição autorizada e que serve de termômetro de para onde os políticos acreditam que o humor do eleitor está se encaminhando.
Para os políticos, acertar o partido que vai lhe dar as melhores condições de vitória faltando seis meses para as eleições é a diferença entre a vida e a morte. Ao contrário do senso comum, é difícil se reeleger deputado no Brasil. A média de reeleição desde 1998, de acordo com a secretaria da Câmara, é de 56% — um dos menores índices do mundo. É como se você soubesse que dois de cada cinco colegas de trabalho não teriam emprego no fim do ano, gerando uma disputa feroz pelas três vagas. Estar no partido certo pode fazer toda a diferença.
Na janela partidária de 2022, 120 dos 513 deputados mudaram de partido, quase um de cada quatro. À época, a maioria apostou no PL de Jair Bolsonaro, o que para efeitos congressuais se mostrou acertado. O PL que havia elegido 43 deputados em 2022, subiu para 75 na janela e terminou elegendo 99 parlamentares. Com o julgamento e prisão do ex-presidente, ocorreu o movimento inverso. O partido perdeu 12 deputados (entre eles os campeões de voto Carla Zambelli e Eduardo Bolsonaro, ambos cassados) e agora tem 87. O PSD, do governador Ratinho Júnior, foi o partido que mais cresceu no período pré-janela, subindo de 42 para 47 deputados.
O tamanho das bancadas partidárias
Infográfico
O saldo da janela partidária de 2026 é um bom preditor do que os políticos imaginam ser a configuração da próxima Câmara, mas também pode servir para antecipar a força de cada candidato a presidente. Se o PL crescer é uma óbvia expectativa de vitória de Flávio Bolsonaro, assim como mais deputados na frente de esquerda implica numa aposta na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Já se a maioria dos deputados preferir os partidos que tendem a ficar neutros na disputa — PP, União Brasil e MDB, por exemplo —, a leitura geral será que a eleição presidencial está apertada demais para eles pularem num dos barcos.
Como os recursos públicos que os partidos recebem para financiar as campanhas dependem do número de deputados que elegem, o sistema caminha para um axioma: quem tem mais deputados recebe mais dinheiro, elege mais deputados e na eleição seguinte recebe ainda mais dinheiro. É uma fórmula para reduzir o número de partidos. Para quem vive da política, legendas como o PL, PT, PSD, PP, União Brasil e Republicanos têm um futuro mais assegurado do que o Novo, PDT, Rede, PSDB e Solidariedade.
3. Os intocáveis
O ministro Dias Toffoli entre os ministros André Mendonça e Gilmar Mendes no plenário do Supremo Tribunal Federal
Victor Piemonte/STF
Pela forma como foi tomada, a decisão do ministro do STF Gilmar Mendes que anulou a quebra dos sigilos bancário e fiscal da Maridt, sociedade anônima do ministro do STF Dias Toffoli com dois de seus irmãos, é uma demonstração simultânea de poder e de medo do Supremo Tribunal Federal.
Passa a mensagem de que os ministros do STF são intocáveis, estão além do escrutínio da sociedade e blindam-se entre si.
Na quarta-feira (25), a CPI do Crime Organizado havia aprovado um requerimento de quebra dos sigilos da Maridt e convites para que Toffoli, seus dois irmãos, além do ministro do STF Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci, fossem depor. Na quinta-feira (26), o ministro do STF André Mendonça dispensou os irmãos de Toffoli, José Eugênio e José Carlos, de comparecerem à CPI.
Era um fato histórico: pela primeira vez, a vida empresarial de um ministro do Supremo seria escrutinada publicamente. A Maridt foi aberta em nome dos dois irmãos de Toffoli. Teve participação acionária no resort Tayayá e vendeu parte dela ao fundo Arleen, ligado a negócios do Master e da J&F. Com a quebra dos sigilos, seria possível saber valores movimentados pela Maridt e detalhes da transação com o fundo.
Não acontecerá mais, por decisão de Gilmar Mendes.
Seis dias antes, o presidente do Supremo, Edson Fachin, havia mandado arquivar a arguição de suspeição da Polícia Federal sobre a atuação de Toffoli como relator do caso Master. Foi uma forma de encerrar o assunto depois que Toffoli deixou a relatoria.
Em sua origem, o caso Master era um vírus perigoso para o Congresso. Com sua atuação heterodoxa em favor do Master e de Daniel Vorcaro, Dias Toffoli o transformou num desgaste pessoal. Para salvar Toffoli, o Supremo trouxe o desgaste para toda a instituição.
4. O risco Lulinha
Depoimentos em CPIs despertam mais interesse do público e geram barulho na imprensa, mas o que realmente importa para investigações são dados obtidos por meio de quebras de sigilos bancários. É a diferença de luz e calor. Afinal, transações financeiras expressas em números não permitem nuances. É por isso que a quebra dos sigilos do filho mais velho do presidente, Fábio Luís da Silva, o Lulinha, é hoje o maior risco eleitoral para seu pai e para o PT.
Pedida pela Polícia Federal e concedida em janeiro pelo ministro do STF André Mendonça, a quebra de sigilo vai fornecer detalhes da vida financeira de Lulinha, que seu pai e o PT não conseguirão explicar. A oposição terá material para toda a campanha eleitoral.
Pode-se medir o “risco Lulinha” na eleição de 2026 por seu histórico como gerador de fake news. Entre 2005 e 2010, correu por todas as redações a história de que o filho do presidente era dono de uma fazenda no Pará, que teria sido dada pelo banqueiro Daniel Dantas. Dezenas de repórteres ouviram a história, gastaram seus sapatos e nada encontraram. Em 2015, o boato era que Lulinha seria sócio do frigorífico Friboi, dos irmãos Batista. Também não era verdade.
Há 20 anos surgem fake news absurdas sobre Lulinha, como a de que ele comprou a maior fazenda do mundo ou que teria uma Ferrari de ouro. Lulinha é uma espécie de mito do antipetismo. Na realidade, as suspeitas contra ele ainda estão vários degraus abaixo dos casos que atingem os filhos de Jair Bolsonaro — Flávio precisou de Dias Toffoli para se livrar de uma investigação de rachadinha, Carlos é investigado pelo mesmo motivo e Eduardo trabalhou contra a economia brasileira e está foragido nos Estados Unidos.
Aos fatos: em 2005, durante o escândalo do mensalão, a imprensa descobriu que a Gamecorp, uma minúscula empresa de games da qual o biólogo Fábio Luís era sócio, havia recebido investimentos de R$ 5 milhões (R$ 17 milhões em valores de hoje) da Telemar, na época uma das maiores operadoras de telefonia do país.
Em 2006, quando perguntado sobre o filho, Lula saiu-se com uma frase ridícula: “Que culpa tenho eu se meu filho é o Ronaldinho dos negócios?”. Em 2020, Lulinha deixou a sociedade na Gamecorp e vive na Espanha. Não se ouviu falar dele neste mandato do pai, até o surgimento da fraude no INSS.
A Polícia Federal investiga se Lulinha recebeu dinheiro do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, tido como o maior elo entre os operadores do esquema que desviou R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas do INSS por meio de descontos irregulares, garantidos por servidores e parlamentares.
Lulinha foi citado em depoimento por Edson Claro, ex-funcionário de Camilo Antunes. Claro declarou que o Careca pagava a Lulinha uma mesada de R$ 300 mil mensais. Teriam sido cerca de R$ 25 milhões em pagamentos no total. A PF também descobriu que Lulinha e Camilo Antunes viajaram a Portugal no mesmo voo, em poltronas próximas.
Em dezembro, a Polícia Federal fez uma operação de busca e apreensão no apartamento da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, e que fez negócios com o Careca do INSS. Em mensagens de celular há menção ao envio de R$ 1,5 milhão do Careca para Roberta, que seriam para “o filho do rapaz”. A PF interpreta que o filho seja Lulinha, pois em um áudio ela tenta tranquilizar Careca e diz que “na época do Fábio falaram de Friboi, de um monte de coisa o (sic) maior... igual agora com você”.
De acordo com o jornal digital Poder360, os dados do sigilo bancário de Lulinha já estão com a PF, que está cruzando os dados com os de Roberta e do Careca para verificar se há realmente uma ligação financeira.
Durante a semana, parlamentares do PT entraram numa briga de rua com bolsonaristas na CPMI do INSS, com a aprovação da quebra dos sigilos de Lulinha. Acusaram o presidente da CPMI, Carlos Viana, de fraude na contagem dos votos que aprovou o requerimento em meio a outros 80.
A votação pode ser anulada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, mas a pancadaria não passou de uma cena de pastelão parlamentar. A CPMI tem apenas mais um mês de trabalho e mal terá tempo de receber e analisar os dados de Lulinha. O que importa é a investigação da Polícia Federal.
Em dezembro, Lula da Silva falou sobre Lulinha em relação ao escândalo do INSS: “Se tiver filho meu envolvido nisso, ele será investigado”. É uma frase melhor que a dita há 20 anos, mas se Lulinha tiver recebido dinheiro descontado de forma irregular de pessoas simples e pobres, roubadas por organizações sindicais durante o governo do pai, a oposição terá seu Santo Graal.
5. Time B
A ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques
Cristiano Mariz/Agência O Globo/20-7-2022
O senador Flávio Bolsonaro está perto de indicar a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques como sua porta-voz econômica. Melhor fonte de dezenas de jornalistas que cobriam o Ministério da Economia, Marques será por isso mesmo saudada por alguns como uma escolha moderada. Não é. Marques tem experiência de gestão, mas só está sendo escolhida porque economistas mais experimentados recusaram as sondagens.
Única mulher na equipe de 21 secretários do Ministério da Economia de Paulo Guedes, a administradora Daniella Marques exerceu uma função essencial no governo Bolsonaro: filtrar a impulsividade do ministro e organizar as decisões de uma pasta tão grande que cuidava da alíquota de importação de consoles de games até o repasse de verbas federais para Quixeramobim. Era uma missão impossível, mas é possível supor que Guedes teria explodido se ela não estivesse ao seu lado. No final do governo, ela assumiu a Caixa depois que se soube que o presidente, indicado por Guedes, era um predador sexual.
6. Cascas de banana
A oposição vai colocar o governo Lula de novo contra a parede no debate da segurança pública, histórico calcanhar de Aquiles da esquerda brasileira. Na quarta-feira, a Câmara deve votar o relatório da PEC da Segurança do deputado Mendonça Filho, que prevê um referendo para reduzir a maioridade penal de 18 anos para 16 anos para crimes hediondos. A proposta deve ser aprovada por ampla maioria. O relatório marca este referendo para as eleições de 2028, mas haverá uma emenda da oposição para que ocorra junto com as eleições gerais de outubro.
Segundo a pesquisa Genial/Quaest nacional de outubro de 2025, ao serem perguntados se jovens de 16 anos que cometem crimes devem ser presos, 97% dos brasileiros responderam que sim, 2% que não, e 1% não sabem ou não responderam à pergunta.
Em fevereiro, o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, afirmou não ver problema na realização de uma consulta popular sobre a redução da maioridade penal. Criticado pelo PT, o ministro tentou na sexta-feira (27) convencer Mendonça Filho a retirar o artigo do relatório. Sem sucesso. O Planalto pediu ao presidente da Câmara, Hugo Motta, para redobrar a pressão e tirar o artigo para que a PEC seja aprovada sem polêmicas.
A PEC da Segurança foi encaminhada pelo governo Lula em abril do ano passado para ampliar a responsabilidade do governo federal no combate às facções. A proposta original foi desfigurada no relatório de Mendonça Filho, que manteve o protagonismo dos governos estaduais na segurança pública.
Outra armadilha da oposição a Lula está no PL Antifacção, aprovado depois de um acordo entre oposição e governo. Um dos artigos proíbe o voto dos presos provisórios, aqueles que aguardam julgamento. Atualmente, a legislação determina que apenas condenados com sentença transitada em julgado fiquem com os direitos políticos suspensos.
É consenso na assessoria jurídica do governo que a proibição do voto aos presos antes da condenação final é inconstitucional, o que obriga o presidente Lula a vetar este artigo. Como dois e dois são quatro, a oposição vai usar o eventual veto para reforçar o estigma de que o governo do PT está do lado dos criminosos, não das vítimas.
7. Fique atento
Petróleo dispara com o conflito no Irã e o abre e fecha do estreito de Ormuz.
O governo Lula envia um projeto próprio para acabar com a jornada de 6x1, reduzindo de 44 horas para 40 horas, sem redução de salário. Haverá uma transição para que até 2028 todas as horas trabalhadas no sábado sejam contadas como extras.
O ministro Guilherme Boulos apresenta ao presidente Lula seu projeto para regulação dos direitos dos trabalhadores de aplicativos. A polêmica maior com as empresas é a decretação de um valor mínimo para motoristas e motociclistas.
O presidente Lula se reúne com Geraldo Alckmin e Fernando Haddad na terça-feira (3) para, finalmente, sacramentar o palanque em São Paulo.
Na quarta-feira (4) o plenário da Câmara vota o relatório do deputado Mendonça Filho da PEC da Segurança. Sem votos para impedir a votação, o governo tenta um acordo para, ao menos, impedir o referendo sobre maioridade penal.
Também na quarta-feira, a Comissão Especial do Congresso aprova o acordo Mercosul-União Europeia. Argentina e Uruguai já aprovam o texto.
Na quinta-feira (5), o Datafolha divulga pesquisa presidencial.
O ex-governador Moreira Franco lança na quinta-feira, no Rio, o seu livro de memórias, “Política como Destino”.
Começa na sexta-feira (6) a janela partidária, a brecha que deixa os deputados mudarem de partido sem perder o mandato. As festas promovidas por Daniel Vorcaro não terão tanta movimentação como esse mês de troca-troca partidário.
Na sexta, os pré-candidatos do PSD, Ratinho Junior, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite começam por Sorocaba (SP) uma caravana holiday para falarem de suas propostas.
