A USA Rare Earth vai adquirir a brasileira Serra Verde em um negócio de US$ 2,8 bilhões

 

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A USA Rare Earth concordou em adquirir a mineradora brasileira Serra Verde, em uma transação envolvendo dinheiro e ações, somando-se a uma série de negócios recentes no setor.

A empresa americana informou nesta segunda-feira que pagará US$ 300 milhões em dinheiro e emitirá cerca de 126,8 milhões de ações para comprar a Serra Verde, proprietária de uma grande mina de terras-raras no Brasil. A oferta avalia a empresa-alvo em cerca de US$ 2,8 bilhões, segundo um comunicado.

A transação, prevista para ser concluída no terceiro trimestre, ocorre enquanto os Estados Unidos e seus aliados correm para garantir fontes alternativas de suprimento de elementos de terras-raras, um mercado há muito dominado pela China. Esses minerais são usados em ímãs de alta resistência empregados em eletrônicos de consumo, carros e sistemas de defesa.

Os recentes acordos destacam um movimento global para expandir a capacidade de produção de terras-raras depois que a China, no ano passado, ameaçou paralisações industriais generalizadas ao restringir exportações. Em janeiro, a Energy Fuels, dos EUA, fez uma oferta de US$ 299 milhões pela Australian Strategic Materials para construir uma cadeia de suprimentos “da mina ao metal” para essas commodities críticas.

A USA Rare Earth, que já possui um depósito mineral no Texas, aposta que a aquisição da Serra Verde ajudará a construir uma plataforma verticalmente integrada, abrangendo mineração, separação, metalização e fabricação de ímãs. A empresa brasileira opera um grande depósito de argila iônica capaz de produzir terras-raras essenciais para ímãs, incluindo elementos pesados mais escassos.

A mina é um “ativo único e o único produtor fora da Ásia capaz de fornecer, em escala, todos os quatro elementos magnéticos de terras-raras”, afirmou a CEO da USA Rare Earth, Barbara Humpton, no comunicado.