A uma semana do segundo turno, militares matam 9 membros do principal cartel de narcotráfico da Colômbia
Nove integrantes do principal cartel de narcotráfico da Colômbia morreram em um bombardeio militar, informou nesta sexta-feira o comandante das Forças Armadas, a uma semana e meia do segundo turno da eleição presidencial, marcada por uma escalada da violência.
Entenda: Polarização entre extrema direita e esquerda no segundo turno força limites institucionais na Colômbia
Contexto: Governo da Colômbia anuncia retomada de negociações de paz com cartel
O general Hugo López publicou na rede social X vídeos aéreos da explosão e fotos do material apreendido na operação, como fuzis, munições e carregadores. O ataque foi realizado em Chocó, departamento de floresta tropical no noroeste do país onde atua o Clã do Golfo.
O governo mantém negociações com o cartel desde o ano passado, no Catar. A poderosa organização, de origem paramilitar, é um dos diversos grupos armados responsáveis pela pior onda de violência enfrentada pela Colômbia na última década.
Initial plugin text
Os colombianos irão às urnas em 21 de junho para escolher o novo presidente entre Iván Cepeda, candidato do partido governista de esquerda, e Abelardo de la Espriella, um outsider que promete combater o narcotráfico com mão firme e apoio dos Estados Unidos.
O candidato de ultradireita venceu o primeiro turno em maio por uma margem estreita, defendendo um discurso de fortalecimento da segurança pública após as tentativas do presidente Gustavo Petro de negociar o desarmamento de todos os grupos armados do país.
Presidente colombiano: Petro apresenta supostas provas de fraude eleitoral e pede auditoria de 5.300 seções de votação na Colômbia
O Clã do Golfo e outras organizações ligadas ao narcotráfico se fortaleceram durante as iniciativas de diálogo promovidas por Petro, o primeiro presidente de esquerda da história da Colômbia.
A expectativa é que parte dos integrantes desses grupos chegue nas próximas semanas a zonas rurais especiais designadas pelo governo para a negociação de acordos.
Veja: Justiça proíbe candidato de extrema direita de usar camisa da Colômbia como 'símbolo'
No entanto, o advogado do cartel reconheceu recentemente que será "impossível" assinar um acordo definitivo de paz com Petro.
A crise de segurança é uma das principais preocupações dos colombianos em um país marcado por mais de seis décadas de conflito armado.
O candidato de esquerda Iván Cepeda foi um dos idealizadores da política de paz de Petro. Em entrevista à AFP na quinta-feira, afirmou estar disposto a promover as "mudanças" que forem "necessárias" nessa estratégia.
Após disputa acirrada no primeiro turno: Candidatos à Presidência da Colômbia trocam ataques e aceitam debate
Favorito em uma pesquisa recente, De la Espriella promete ampliar os bombardeios, construir megapresídios e intensificar as ofensivas contra grupos criminosos com apoio dos EUA, especialmente após receber o respaldo do presidente americano, Donald Trump.
