A chegada dos filhos costuma ser vista como um período de grandes mudanças na vida profissional.
Novas responsabilidades, reorganização da rotina e necessidade de conciliar trabalho e família levam muitos homens a rever prioridades, hábitos e expectativas em relação à carreira.
Apesar dos desafios envolvidos nessa transição, a experiência da paternidade tem produzido efeitos positivos para a maioria deles, tanto no desenvolvimento profissional quanto no bem-estar.
Levantamento realizado pelo Infojobs mostra que 64,47% dos pais afirmam que a paternidade teve impacto positivo na carreira, enquanto 55,74% dizem que a experiência também melhorou seu bem-estar.
Os resultados indicam que, embora a chegada dos filhos traga novos desafios, ela também pode impulsionar o desenvolvimento de competências, fortalecer o senso de propósito e transformar a relação dos profissionais com o trabalho.
Na avaliação de Fabio Maeda, diretor de Growth & Experience da Redarbor Brasil, grupo detentor do Infojobs,, ainda existe um descompasso entre a expectativa criada antes da paternidade e a experiência vivida depois dela.
"Existe uma percepção de que a paternidade representa um ponto de inflexão negativo na carreira.
O levantamento mostra que, para muitos homens, acontece justamente o contrário.
A experiência fortalece o senso de propósito, exige uma gestão mais eficiente do tempo e desenvolve competências que também fazem diferença no ambiente de trabalho", afirma Maeda.
A pesquisa também mostra que, após a chegada dos filhos, muitos profissionais passam a valorizar mais flexibilidade, qualidade de vida e propósito na carreira.
Ao mesmo tempo, relatam ganhos em competências como organização, planejamento, capacidade de adaptação e gestão do tempo, habilidades cada vez mais valorizadas pelas empresas.
"Antes de terem filhos, muitos profissionais concentram a atenção nas mudanças e nas responsabilidades que estão por vir.
Depois da paternidade, boa parte percebe que também desenvolveu mais capacidade de priorização, adaptação e tomada de decisão.
São competências construídas na vida pessoal que acabam refletindo diretamente na atuação profissional", explica.
Embora os resultados sejam majoritariamente positivos, a pesquisa mostra que a experiência não é igual para todos.
Parte dos entrevistados relata ter vivido benefícios e desafios ao mesmo tempo, reforçando que o apoio das empresas continua sendo importante para que a transição para a parentalidade aconteça de forma mais equilibrada.
Mais do que revelar uma percepção individual, o levantamento sugere que empresas e lideranças também precisam rever antigos paradigmas sobre a parentalidade.
Ambientes que oferecem flexibilidade e reconhecem as diferentes fases da vida tendem a favorecer profissionais mais engajados e preparados para equilibrar responsabilidades pessoais e profissionais.
"As organizações que conseguirem reconhecer essa transformação estarão mais preparadas para construir ambientes de trabalho alinhados às expectativas dos profissionais de hoje.
Apoiar a parentalidade não significa apenas oferecer benefícios, mas compreender que diferentes fases da vida também contribuem para o desenvolvimento das pessoas", conclui.
A paternidade não era como eles imaginavam: maioria dos pais relata ganhos para a carreira e o bem-estar
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