Os pós de maquiagem podem ser grandes aliados para uniformizar o tom da pele, fixar a maquiagem e controlar o brilho. No entanto, quando utilizados sem critério, também podem destacar linhas de expressão e comprometer a aparência natural do rosto.
A partir dos 50 anos, saber onde e como aplicar o produto faz ainda mais diferença para preservar a luminosidade da pele, frescor que dá um tom de jovialidade. De olho: Cinco erros de skincare na primavera que podem manchar e ressecar a pele
Até eles! Nem os homens escapam da pressão pela juventude? Caso Bradley Cooper repercute Roberto Siguero, maquiador oficial da Lancôme, recomenda uma aplicação estratégica, especialmente quando a pele apresenta mudanças com o passar dos anos.
O profissional deu dicas em entrevista à revista espanhola Telva, que tem viralizado nos últimos dias. "A partir de certa idade, é preferível utilizá-los de maneira estratégica.
Ou seja, apenas nas áreas que realmente precisam e preservar a luminosidade natural no restante do rosto", disse Siguero. A orientação acompanha uma mudança na maneira de pensar a maquiagem.
Se antes a pele completamente matte, sem nenhum brilho ou imperfeição, era considerada o acabamento ideal, hoje a preferência é por rostos com aparência natural e fresca. Menos maquiagem e leveza têm sido a tendência da vez.
Aplicação pode destacar as rugas Um dos principais erros na maquiagem de peles maduras é espalhar o pó indiscriminadamente por todo o rosto.
A prática pode produzir justamente o efeito contrário ao desejado, evidenciando marcas que se pretende disfarçar. Isso acontece porque o produto também se deposita nas regiões com linhas de expressão, fazendo com que elas fiquem mais aparentes em vez de suavizadas.
Outro aspecto importante é o acabamento da pele. Para o maquiador, a luminosidade tem papel fundamental na aparência mais jovem.
"A partir de certa idade, as peles viçosas, as peles que têm um acabamento luminoso, parecem mais jovens", explica. Zona T é a principal região
Roberto Siguero aponta a chamada zona T como a principal região a receber o pó, especialmente quando há excesso de brilho. Isso não significa que essas áreas precisem ser matificadas obrigatoriamente em toda maquiagem, apenas quando houver necessidade.
"Uma região em que sim deveríamos aplicá-los, em caso de necessidade, seria a famosa zona T: a testa, o nariz e as laterais do nariz", explica. Essas áreas, em geral, tendem a apresentar maior oleosidade, por isso ficam mais brilhosas.
No restante do rosto, o maquiador prefere dispensar o produto. Pés de galinha exigem atenção redobrada
O contorno dos olhos também merece cuidados especiais. É nessa região que as linhas de expressão costumam ficar mais evidentes, principalmente ao redor dos olhos.
Siguero indica evitar a aplicação quando for possível. Quando acumulado nas linhas de expressão, o pó pode deixá-las ainda mais visíveis.
Prefira pó solto e translúcido A escolha do produto também influencia o resultado.
Para quem deseja fixar a maquiagem sem perder o frescor da pele, Roberto Siguero indica fórmulas leves e com acabamento discreto. A proposta é depositar pequenas quantidades apenas nos pontos necessários, sem criar uma camada sobre toda a pele.
Produtos mais escuros, como pós bronzeadores também devem ser evitados. Pincel auxilia no controle da quantidade
A ferramenta utilizada na aplicação do pó também faz diferença. O pincel é um aliado importante para evitar o excesso de produto, o que permite o acabamento natural da maquiagem.
Menos pó e mais luminosidade a partir dos 50 anos A recomendação de Roberto Siguero é adaptar a maquiagem às transformações da pele ao longo do tempo.
Mais do que a idade, a questão está muito mais relacionada às necessidades da pele e à escolha de acabamentos que a valorizem. A principal orientação é preservar o viço e a luminosidade, evitando um visual com excesso de produto.
Em vez de tentar disfarçar todas as imperfeições cobrindo o rosto inteiro, o ideal é entender onde o pó pode ajudar e quais regiões devem permanecer livres do produto.
O Globo