Por Bruce WilliamPostado em 02 de novembro de 2026 A inteligência artificial está cada vez mais presente na produção de imagens, músicas e materiais promocionais, mas Amy Lee acredita que essa expansão pode acabar provocando uma reação contrária.
A vocalista do Evanescence aposta que o excesso de conteúdo gerado artificialmente fará muita gente voltar a valorizar aquilo que é produzido por pessoas de verdade. Durante uma conversa com o podcast Rocked, realizada no festival Sick New World, em Fort Worth, Texas, Amy comentou o desgaste provocado pela exposição constante às redes sociais.
Para ela, é difícil acompanhar tantas notícias, imagens e discussões sem sentir que as coisas estão caminhando numa direção preocupante. Ainda assim, acredita que existe um limite para essa saturação.
"É minha esperança e minha crença. O doomscrolling é real", afirmou, se referindo ao hábito de passar horas rolando notícias e conteúdos negativos nas redes sociais.
A cantora considera que, quando uma tendência chega a extremos, costuma surgir um movimento na direção oposta. Segundo ela, já é possível perceber pessoas demonstrando maior interesse por artistas reais, objetos feitos à mão e experiências criativas que envolvam contato humano.
Um episódio recente envolvendo o próprio Evanescence ajudou a reforçar essa impressão. Amy encontrou um cartaz feito com inteligência artificial para divulgar uma atividade promocional da banda e detestou o resultado.
Na avaliação dela, teria sido muito mais simples utilizar uma fotografia verdadeira dos integrantes do grupo. "Era tão feio.
A coisa mais horrível que você possa imaginar", reclamou. Amy não entendia por que alguém havia recorrido à tecnologia para produzir aquela imagem quando uma fotografia comum poderia cumprir perfeitamente a função.
A situação também a incomodou porque o material parecia ter sido divulgado em nome da própria banda. Apesar das críticas, a vocalista reconhece que os celulares e as ferramentas digitais fazem parte do cotidiano e não desaparecerão.
Sua expectativa é que as pessoas encontrem maneiras de preservar a autenticidade artística e fortalecer as relações fora das telas, mesmo convivendo com tecnologias cada vez mais presentes. A posição de Amy contrasta com a defendida recentemente por Zacky Vengeance, guitarrista do Avenged Sevenfold.
Ele argumentou que a inteligência artificial deve ser encarada como uma ampliação das possibilidades criativas, lembrando que outras inovações tecnológicas também enfrentaram resistência.
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